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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

A Queda do Muro de Berlim completa 20 anos


Comemora-se hoje os 20 anos da Queda do Muro de Berlim.

O muro estendia-se por 155 quilómetros e separou Berlim Ocidental de Berlim Oriental por mais de 28 anos. A queda do Muro de Berlim foi o grande teste internacional pelo qual passou o processo de mudanças impulsionado pelo então líder soviético, Mikhail Gorbachov, que estava decidido a romper com décadas de confrontos com o Ocidente.

Enquanto a "Perestroika" na URSS ia transformando os países do bloco comunista, dois líderes socialistas, o da RDA, Erich Honecker, e o da Roménia, Nicolae Ceaucescu, resistiam a qualquer tentativa de mudança.

O então ministro de Assuntos Exteriores soviético, Eduard Shevardnadze, disse em entrevista à Agência Efe que uma das principais preocupações de Gorbachov, à época, eram os cerca de meio milhão de soldados do Exército Soviético posicionados na Alemanha Oriental. Gorbachov teve que viajar pessoalmente à RDA para evitar que as tropas saíssem às ruas do país. «Se não o tivesse feito poderia-se ter gerado uma nova guerra mundial».

Saiba mais em Especial: O Muro de Berlim - DW
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sábado, 7 de Novembro de 2009

Os intocáveis

O processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira - se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.
Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.
O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: "O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (...)". O "Senhor jornalista" provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.
Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no "no comment" a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública. Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

Fonte: Artigo de Opinião de Mário Crespo - JN
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terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009)

Claude Lévi-Strauss foi o antropólogo, considerado o fundador e grande teórico da Antropologia Estruturalista e um dos grandes intelectuais do século XX.
A obra As estruturas elementares do parentesco consagrou-se como um dos mais importantes estudos de família já publicados. No final da década de 40 e começo da década seguinte, Lévi-Strauss continuou a publicar e alcançou o sucesso profissional.
Apesar de bem conhecido em círculos académicos, foi apenas em 1955 que Lévi-Strauss se tornou um dos intelectuais franceses mais conhecidos ao publicar Tristes Trópicos, um livro autobiográfico sobre o seu “exílio” na década de 1930.
Em 1958 publicou Antropologia Estrutural, uma colecção de ensaios em que oferece tanto exemplos como manifestos programáticos do estruturalismo (crítica ao evolucionismo social e ao etnocentrismo).
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quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

A Internet comemora 40 anos

Faz hoje 40 anos que uma equipa de engenheiros americanos coordenada pelo professor Leonard Kleinrock enviou a primeira mensagem entre dois computadores. Este facto marcou o nascimento da internet, um fenômeno social mundial que revolucionou, e continua a revolucionar, as comunicações, a educação, a economia e o entretenimento.
Os dados trocados entre os dois computadores, um localizado no laboratório de Kleinrock na Ucla e outro na Universidade de Standford, eram pequenos e insignificantes, mas prepararam o terreno para a rede interuniversidades Arpanet, que cresceria e tornaria possível o surgimento da hoje indispensável internet.
A Arpanet começou como um projeto do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e os pequisadores e engenheiros foram contratados pelo governo americano com o objetivo de facilitar a troca de dados entre os órgãos de pesquisa governamentais.
Mas o próprio governo norte-americano, que financiou as primeiras pesquisas, não se envolveu muito com a internet e deixou que os engenheiros promovessem a idéia de uma rede aberta.
A ausência de regras e políticas comerciais que poderiam facilmente ter-se tornado um obstáculo foi um dos principais factores que mais influenciou o crescimento da internet.
Kleinrock estava longe de imaginar os fenômenos sociais que nasceriam com a sua criação, como Facebook, Twitter ou YouTube, entre outros.

Fonte: Terra

sábado, 24 de Outubro de 2009

Medicina Alternativa (?)

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Saramago: As declarações que «incendiaram» a igreja católica

José Saramago afirmou no passado domingo, que «a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana». «Sobre o livro sagrado, eu costumo dizer: lê a Bíblia e perde a fé!», disse o escritor, numa entrevista concedida à Lusa, a propósito do lançamento mundial do seu novo livro, intitulado «Caim».
«A Bíblia passou mil anos, dezenas de gerações, a ser escrita, mas sempre sob a dominante de um Deus cruel, invejoso e insuportável. É uma loucura!», afirma o Nobel da Literatura de 1998, para quem não existe nada de divino na Bíblia, nem no Corão.
«O Corão, que foi escrito só em 30 anos, é a mesma coisa. Imaginar que o Corão e a Bíblia são de inspiração divina? Francamente! Como? Que canal de comunicação tinham Maomé ou os redactores da Bíblia com Deus, que lhes dizia ao ouvido o que deviam escrever? É absurdo. Nós somos manipulados e enganados desde que nascemos!» afirmou.
Saramago sublinhou que «as guerras de religião estão na História, sabemos a tragédia que foram». Considerou que as Cruzadas são um crime do Cristianismo, morreram milhares e milhares de pessoas, culpados e inocentes, ao abrigo da palavra de ordem 'Deus o quer', tal como acontece hoje com a Jihad (Guerra Santa).
Saramago lamenta que todo esse «horror» tenha feito em nome de «um Deus que não existe, nunca ninguém o viu». «O teólogo Hans Kung disse sobre isto uma frase que considero definitiva, que as religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros. Só isto basta para acabar com isso de Deus», afirmou.
Salientou ainda que «no Catolicismo os pecados são castigados com o Inferno eterno. Isto é completamente idiota!». «Nós, os humanos somos muito mais misericordiosos. Quando alguém comete um delito vai cinco, dez ou 15 anos para a prisão e depois é reintegrado na sociedade, se quer», disse.
«Mas há coisas muito mais idiotas, por exemplo: antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?», perguntou.
Para José Saramago, «Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca».
José Saramago afirmou que escrever o seu novo livro, «Caim», constituiu, para si, «um exercício de liberdade».
«Não é que este livro seja mal comportado, mas é, sem dúvida uma insurreição, um apelo a que todos se animem a procurar ver o que está do outro lado das coisas», disse.
O Prémio Nobel da Literatura de 1998, com 86 anos, falou cerca de uma hora e um quarto, e referia-se ao tema principal do livro, em que regressa à questão religiosa, contando, em tom irónico e jocoso, a história de Caim.
Segundo o Velho Testamento, Caim terá sido o filho primogénito de Adão e Eva, que matou Abel, seu irmão mais novo, num acesso de ciúmes, após verificar que Deus mostrara preferência por este.
«Nada disto existiu, está claro, são mitos inventados pelos homens, tal como Deus é uma criação dos homens. Eu limito-me a levantar as pedras e a mostrar esta realidade escondida atrás delas», afirmou o escritor.
Recusando mais polémicas, José Saramago, concluiu: «Eu não tenho culpa, eu não matei Abel».


Fonte: TVI24
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quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Astérix, o gaulês: 50 anos de vida.

Faz, no próximo dia 29 de Outubro, 50 anos que René Goscinny e Albert Uderzo, nos deram a conhecer a aldeia gaulesa de Astérix, nas páginas da revista francesa Pilote.
No seu imaginário, Uderzo e Goscinny, apresentaram-nos um pequeno gaulês de bigode farfalhudo que tinha como melhor amigo Obélix, um desajeitado, mas simpático personagem, com uma força gigantesca e que adorava comer javalis.
Os dois amigos habitavam uma pequena aldeia Gaulesa que resistia, às constantes investidas das legiões romanas, dirigidas por Júlio César, graças a uma poção mágica inventada pelo druida Panoramix.
Uderzo e Goscinny, apresentaram, ainda, personagens como Abraracourcix, o chefe da aldeia, o bardo Assurancetourix ou o pequeno cão Ideiafix, pertença de Obélix.
O primeiro volume, saído em 1961 intitulava-se “Astérix, o Gaulês”.
Os 50 anos de Astérix, serão assinalados no próximo dia 22 de Outubro, em 19 países europeus, com a publicação em simultâneo, do álbum “O Aniversário de Astérix e Obélix – O Livro de Ouro”, cuja tiragem será na ordem dos 3,5 milhões de exemplares.
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domingo, 18 de Outubro de 2009

Ambiente e sustentabilidade: Carta escrita no ano 2070

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Aids ou o HIV/Sida

sábado, 10 de Outubro de 2009

Obama ganha Nobel da Paz

Barack Obama o vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2009 foi para muitos uma nomeação surpreendente. No entanto, relembramos os nossos post’s:

Obama como negro na Presidência será o rosto da mudança de paradigma? (4/11/2008)
“No momento em que escrevemos este post, nos EUA os cidadãos escolhem o seu 44º presidente, (os primeiros resultados apontam para que seja Barack Obama), o mundo encontra-se suspenso na expectativa dos resultados (veja-se o caso das bolsas mundiais, praticamente sem movimentos […]. No entanto destas eleições norte americanas, caso Obama seja o eleito (será o primeiro não branco da história dos Estados Unidos), há lições a tirar, ou seja, a lição da existência de uma nova identidade intercultural.
Nos tempos que correm o paradigma tende a ser: o do surgimento de uma civilização onde é possível pertencer a diversas culturas ao mesmo tempo, independentemente da nacionalidade de origem, etnia ou credo religioso.
Isto é, e parafraseando Contantin von Barloewen “existe cada vez mais gente que não tem uma raiz, mas sim um entrelaçamento de raízes e identidades [...] Há identidades múltiplas e o homem não será nunca mais membro de uma determinada cultura [...] Na civilização actual, temos automaticamente várias identidades. Este é o ponto: a identidade intercultural é sempre mais do que uma ou outra identidade. Ela é um terceiro factor, algo novo muito mais abrangente, porque abarca em si várias identidades e tradições culturais distintas”.

As lágrimas de Barak Obama (31/12/2008)
“Vivemos hoje no que é considerada, uma sociedade de “high-consequence risks”, característicos da modernidade reflexiva ou modernidade tardia. Não que os riscos tenham aumentado descontroladamente mas, porque se definem em moldes diferentes.
Assiste-se à emergência de novas categorias de risco, as quais se caracterizam por serem globais, isto é, são riscos que se apresentam longe do controle dos indivíduos, ao mesmo tempo que ameaçam a vida de milhões de pessoas e até da própria humanidade como um todo.
Contudo, se nos é possível ver o homem mais “poderoso do mundo” ser capaz de chorar em público, também nos é possível acreditar que os «realistic utopian models» (modelos que podem ser a solução para alguns dos problemas e, consequentemente, para a redução de riscos numa sociedade) podem vir a tornar-se realidades num futuro de curto prazo.”

Barack Obama: The lord of the “new world” (19/01/2009)
Estamos a pouco menos de vinte e quatro horas da tomada de posse de Barack Obama, como 44º presidente dos Estados Unidos da América. A eleição de Obama foi o resultado da vaga da “Obamomania” que cobriu a América e o mundo e, na pior das hipóteses, fez-se história e nasceu um mito.
Desta eleição (Obama é o primeiro não branco da extensa lista de presidentes norte americanos), tal como já escrevemos, antes da sua vitória, há lições a tirar, ou seja, a lição da existência de uma nova identidade intercultural.
Nos tempos que correm (os da Globalização), o paradigma tende a ser, o do surgimento de uma civilização onde é possível pertencer a diversas culturas ao mesmo tempo, independentemente da nacionalidade de origem, etnia ou credo religioso. Como o próprio Obama afirmou por diversas vezes “«Na nossa casa, a Bíblia, o Alcorão e o Bhagavad Gita (texto religioso hindu), ficavam lado a lado na prateleira…».
Para nós, cientistas do social, um dos fenómenos sociais de maior importância é a Globalização. Vivemos hoje num mundo onde os indivíduos, que constituem as sociedades, têm um entrelaçamento de raízes e identidades. Ou seja, na civilização actual, temos automaticamente várias identidades, isto é, uma identidade intercultural é sempre mais do que uma ou outra identidade.
A globalização obriga-nos a viver de uma forma mais aberta e reflexiva, obrigando-nos a responder ao contexto da mudança e a ajustar-nos a ele. A globalização traduz-se no facto de vivermos cada vez mais num “único mundo”, onde os indivíduos, os grupos e as nações são mais interdependentes, em que tudo transcende as fronteiras nacionais, onde as nossas acções têm consequências para os outros e os problemas mundiais têm consequências para nós. A globalização não é apenas o desenvolvimento de redes mundiais - sistemas económicos e sociais afastados das nossas preocupações individuais. É também um fenómeno cujo impacto se revela na vida de todos nós, na maneira como pensamos acerca de nós próprios e nas nossas relações com os outros. Afecta também a vida das pessoas de todos os países, ricos ou pobres, transformando não apenas os sistemas globais, mas também, a vida quotidiana.
A globalização está a mudar a forma como o mundo se nos apresenta. A nós, interessar-nos a maneira como a nova América de Obama, que internamente aceitou a ideia da existência de uma identidade intercultural, olhará para o “novo mundo”, ele também de identidade intercultural.

Sem mais palavras.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Ainda em Campanha Eleitoral




Barack Obama imortalizou a frase “Yes, we can”, ou seja, “Sim, podemos”.
Na candidatura, da qual fazemos parte, “Porque nós vivemos o Lavradio” acreditamos que os Lavradienses, tal como nós, fazem parte da “nova ordem”, que por um lado, acredita nos comportamentos libertadores e, por outro lado, acredita nos benefícios futuros e na sua própria capacidade de suscitá-los, perante não só a sociedade, mas a localidade de que é membro.
Sim, podemos... porque nós vivemos o Lavradio e a onda da mudança cresce.
Agradecemos à nossa amiga Sandra Valeriote que do outro lado do atlântico, nos vai dando força com a sua simpatia, a qual partilhamos com todos os nossos leitores.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Escutas a “Belém”: Então o porquê do afastamento do assessor?

Como os nossos leitores já se aperceberam, ao longo deste tempo, o nosso blog não é dado a politiquices. Muito pontualmente abordamos alguns aspectos da politica nacional, mas sempre sem opinar a favor de A ou B.
No entanto, vamos hoje abrir uma excepção devida, essencialmente, ao incendiar das relações entre Belém e o Governo e há utilização política que está a ser feita tanto pelos partidos políticos como pela comunicação social.
Depois de ouvir atentamente o comunicado do Presidente da Republica, numa hora de crise económica nacional e internacional e onde mais do que nunca a união deveria ser o ponto de interesse nacional, independentemente das ideologias politicas. Infelizmente para todos nós, não foi o Presidente de Todos os Portugueses, mas sim, e parafraseando Alberto João Jardim, o Sr. Silva, quem ontem fez o comunicado ao país.
Interrogamo-nos: Se o culpado e inventor das ditas escutas foi o governo e/ou o seu partido politico, neste caso o PS, o porquê do afastamento do seu assessor de imprensa?
Como diria o Prof. Medina Carreira, o comunicado não passou de mais "um prato de sopa" para alimentar o povo, neste momento conturbado da política nacional, pois nada esclareceu e mais desgasta e desprestigia as instituições.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Filhos da ignorância

Ao longo de milhares de anos a maior ambição do ser humano era o conhecimento. Perseguiu-o afincadamente, pois o acesso ao mesmo era inacessível à maioria.
Nunca, como hoje, esse acesso foi tão fácil a todos e ao mesmo tempo tão desprezado.
Hoje não se conhece, mas julga-se conhecer e pior que tudo, tem-se opinião.
Talvez, nunca como hoje a ignorância esteja tão presente na maioria.
Deixamos aqui, algumas pérolas do “conhecimento” que gravita.
Reflictamos.


• Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.

• Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.

• Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.

• O Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado.

• A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.

• Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.

• O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.

• A água tem uma cor inodora.

• A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.

• A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.

• O caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás.

• Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.

• O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra.

• A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.

• O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.

• O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

E se fosse eu que fosse invisual?

Pensamos que é uma das "tais coisas" em que nos devemos empenhar e sentir que podemos ser úteis, para além de devermos também pensar: "E se fosse eu que fosse invisual? Também gostava de ter essas indicações, ou não gostaria?
Recebemos um e-mail sobre as pessoas invisuais, a alertar para a dificuldade que têm em, simplesmente, irem ao Supermercado!... Surpreendidos? São das tais coisa em que nunca pensamos.
Realmente, tudo seria muito mais fácil para eles se, ao lado dos preços, fossem colocadas placas em Braille que, no mínimo, lhes indicassem os tipos de produtos!
Isto, sem falar, obviamente, dos “designs” de todos os instrumentos que “deambulam” pelos corredores e são um perigo real para quem não vê, tais como um simples “porta-senhas” preso a uma parede, e que não é detectado pela bengala de um invisual...
Apenas uma simples “placa” em Braille.
Que tal se fizéssemos uma petição e a enviássemos à Assembleia para que os deputados votassem algo neste sentido?! Aqui vai o 1º passo!

Caso este interessado(a) em assinar essa petição, contacte-nos e far-lhe-emos chegar uma cópia da petição.

Obrigado em nome de todos os invisuais deste país.

11 de Setembro de 2001





Passam hoje oito anos sobre os ataques terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos da América em 2001.
Ataques suicidas, coordenados pela Al-Qaeda contra alvos civis no World Trade Center em Manhattan (Nova York) e Pentágono (Condado de Arlington, Virgínia).
Imagens a não esquecer

Fotos: AP/ Wide World Photos - Carmen Taylor, Kathy Willens, Shawn Baldwin

sábado, 5 de Setembro de 2009

Ensaio sobre a cegueira II

Na continuação da leitura atenta da actual conjuntura, derivada de uma estrutura à muito decadente, continua a ser nossa convicção que após a actual reconversão económica mundial, nada voltará a ser como antes e Portugal tende a não ter emenda, nem a aprender.
Tendemos a continuar um país que não se governa... nem se deixa governar.
Já no século III a.C., um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica, escrevia: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho, não se governa nem se deixa governar!». Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que o general romano tinha (e continua a ter) razão.
Em plena campanha eleitoral para as legislativas e se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...
Até agora tudo foi mal feito ou não serve, mas… ninguém apresenta alternativas ou limita-se a afirmar que o já em execução ou programado para o futuro, não serve.
A cegueira aumenta a “olhos vistos”.
A saúde, a educação, a justiça e os aspectos sociais continuam a ser as maiores armas de arremesso político em Portugal.
São usadas, na maioria das vezes, sem peso nem medida com a consciência da importância que qualquer decisão relativa a estes sectores tem junto da população e, consequentemente, dos eleitores.
E assim, este povo estranho… muito estranho mesmo… continua a adiar o seu futuro.

sábado, 29 de Agosto de 2009

Lavradio: Autárquicas 2009 "Porque nós vivemos o Lavradio"


Saiba mais aqui.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Consequência não esperada da acção ou efeito perverso

O efeito perverso é a consequência não esperada da acção, a qual ocorre sempre que «a simples justa posição das acções individuais provoque efeitos colectivos ou individuais não necessariamente desejáveis”. Ou seja, todo e qualquer efeito agregado que seja diferente das intenções dos actores que protagonizam uma dada acção social e por eles não previsto.
Datado de 1919, época da famosa Lei Seca nos EUA, este anúncio foi publicado logo após o início da proibição da venda e fabrico de bebidas alcoólicas nos EUA. O texto do cartaz avisa os prevaricadores de que “lábios que bebam whisky não beijam os nossos”, ou seja, os das ditas senhoras.
Terá sido este, um dos motivos porque o seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabrico clandestino?

sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Modos de ver

«O progresso das ciências [...] contribuirá para purificar ou para corromper os nossos costumes?».
A questão introdutória foi colocada a Jean-Jacques Rousseau pela academia de Dijon em 1750, durante o seu Discours sur les sciences et les arts.
Como era seu timbre, Rousseau respondeu de modo eloquente, formulando por sua vez, entre outras questões, igualmente elementares, as seguintes: «Há alguma relação entre ciência e virtude? Há alguma razão de peso para substituirmos o conhecimento vulgar que temos da natureza e da vida e que partilhamos com homens e mulheres da nossa sociedade pelo conhecimento científico produzido por poucos e inacessível à maioria?»
Rosseau viveu numa época onde a ciência moderna, saída da revolução científica do século XVI, iniciava uma transformação técnica e social sem precedentes na história da humanidade.
Hoje, passados mais de dois séculos, todos nós somos protagonistas e, ao mesmo tempo, produtos dessa nova ordem, assim como testemunhamos ao vivo as transformações por ela protagonizadas.
Se quisermos ir um pouco mais longe, duas perspectivas se nos afiguram. Por um lado, os progressos científicos das últimas quatro, cinco décadas, são de tal ordem que os séculos precedentes, isto é, desde o século XVI, nos parecem pré-históricos. Por outro lado, uma reflexão sobre a combinação dos limites do rigor científico e os perigos de uma catástrofe, fazem-nos temer pelo futuro, quer do planeta, quer da humanidade.
Na sua obra Modos de Ver, John Berger (1980) afirma que «aquilo que sabemos ou aquilo que julgamos saber afecta o modo como vemos as coisas».
Esta afirmação remete-nos para o conceito de Representação Social, que foi proposto por Serge Moscovici, no final dos anos 50, e que tem sido utilizado para analisar as categorias de pensamento através das quais um grupo social elabora e expressa as suas teorias sobre um facto social, que incluem a maneira de agir, pensar e sentir de um determinado grupo, manifestado por palavras e hábitos.
Assim sendo, Moscovici define representação social como um conjunto de conceitos, proposições e explicações criado na vida quotidiana no decurso da comunicação interindividual. São o equivalente, na nossa sociedade, dos «mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais; podem ainda ser vistas como a versão contemporânea do senso comum».

terça-feira, 14 de Julho de 2009

Lisboa debaixo de terra