quarta-feira, 22 de julho de 2009

Consequência não esperada da acção ou efeito perverso

O efeito perverso é a consequência não esperada da acção, a qual ocorre sempre que «a simples justa posição das acções individuais provoque efeitos colectivos ou individuais não necessariamente desejáveis”. Ou seja, todo e qualquer efeito agregado que seja diferente das intenções dos actores que protagonizam uma dada acção social e por eles não previsto.
Datado de 1919, época da famosa Lei Seca nos EUA, este anúncio foi publicado logo após o início da proibição da venda e fabrico de bebidas alcoólicas nos EUA. O texto do cartaz avisa os prevaricadores de que “lábios que bebam whisky não beijam os nossos”, ou seja, os das ditas senhoras.
Terá sido este, um dos motivos porque o seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabrico clandestino?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Modos de ver

«O progresso das ciências [...] contribuirá para purificar ou para corromper os nossos costumes?».
A questão introdutória foi colocada a Jean-Jacques Rousseau pela academia de Dijon em 1750, durante o seu Discours sur les sciences et les arts.
Como era seu timbre, Rousseau respondeu de modo eloquente, formulando por sua vez, entre outras questões, igualmente elementares, as seguintes: «Há alguma relação entre ciência e virtude? Há alguma razão de peso para substituirmos o conhecimento vulgar que temos da natureza e da vida e que partilhamos com homens e mulheres da nossa sociedade pelo conhecimento científico produzido por poucos e inacessível à maioria?»
Rosseau viveu numa época onde a ciência moderna, saída da revolução científica do século XVI, iniciava uma transformação técnica e social sem precedentes na história da humanidade.
Hoje, passados mais de dois séculos, todos nós somos protagonistas e, ao mesmo tempo, produtos dessa nova ordem, assim como testemunhamos ao vivo as transformações por ela protagonizadas.
Se quisermos ir um pouco mais longe, duas perspectivas se nos afiguram. Por um lado, os progressos científicos das últimas quatro, cinco décadas, são de tal ordem que os séculos precedentes, isto é, desde o século XVI, nos parecem pré-históricos. Por outro lado, uma reflexão sobre a combinação dos limites do rigor científico e os perigos de uma catástrofe, fazem-nos temer pelo futuro, quer do planeta, quer da humanidade.
Na sua obra Modos de Ver, John Berger (1980) afirma que «aquilo que sabemos ou aquilo que julgamos saber afecta o modo como vemos as coisas».
Esta afirmação remete-nos para o conceito de Representação Social, que foi proposto por Serge Moscovici, no final dos anos 50, e que tem sido utilizado para analisar as categorias de pensamento através das quais um grupo social elabora e expressa as suas teorias sobre um facto social, que incluem a maneira de agir, pensar e sentir de um determinado grupo, manifestado por palavras e hábitos.
Assim sendo, Moscovici define representação social como um conjunto de conceitos, proposições e explicações criado na vida quotidiana no decurso da comunicação interindividual. São o equivalente, na nossa sociedade, dos «mitos e sistemas de crenças das sociedades tradicionais; podem ainda ser vistas como a versão contemporânea do senso comum».

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Gripe A (H1N1): Prevenção



A oferta na internet do medicamento Oseltamivir (Tamiflu), indicado para o tratamento da gripe A (H1N1), disparou nos últimos tempos e representa um «perigo para a saúde pública». O Oseltamivir (Tamiflu) não deve ser utilizado livremente, uma vez que a sua prescrição é estritamente médica, sendo que o uso indevido tem como consequência aumentar a probabilidade de surgirem resistências dos vírus ao medicamento. O Oseltamivir (Tamiflu) está absolutamente indicada a prescrição pelo médico e, além disso, o medicamento deve ser tomado seguindo as indicações rigorosas do médico. Não deve ser tomado em automedicação. Mas há outros riscos que a compra ilegal acarreta. Os estudos realizados em Portugal aos medicamentos vendidos ilegalmente através da Internet e apreendidos nas alfândegas apuraram que a esmagadora maioria dos alegados fármacos eram contrafeitos e podem colocar em causa a vida das pessoas.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sopa portuguesa

Portugal continua a sua senda de intercâmbio cultural.
Sabe-se que a comida ocidental não faz parte da dieta dos países islâmicos, mas o primeiro-sargento Fernando Lança, despenseiro da Marinha de Guerra Portuguesa começou a ensinar aos cozinheiros do Exército Afegão como se faz uma sopa de legumes portuguesa.
A ideia da sopa partiu dos afegãos, que provaram a cozinha portuguesa na cerimónia do dia 10 de Junho, Dia de Portugal.
"Temos aqui os legumes possíveis de encontrar. Temos aqui feijão verde, temos cenoura e temos batata. Não conseguiram arranjar nabo, nem abóbora, mas pronto...", explica o primeiro-sargento da Marinha sempre acompanhado do cozinheiro afegão que lhe foi "destinado" para a execução das tarefas e a quem fornece informação sobre a forma de gerir uma cozinha militar com as características próprias do Afeganistão. Por enquanto, vão também aprender a fazer sopa de legumes, "sempre que for possível encontrar os ingredientes necessários".

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Indianos e chineses revitalizaram Lisboa

Os imigrantes indianos em Portugal contribuíram para a revitalização de áreas degradadas e comercialmente decadentes, como a zona do Martim Moniz, e juntamente com os chineses «pintaram» Lisboa de outras cores e trouxeram novos cheiros a algumas ruas, refere a Lusa.
Os restaurantes chineses com os seus dragões e pórticos em dourado e vermelho e o cheiro a caril dos restaurantes indianos contribuíram para «introduzir elementos novos na paisagem da cidade, tanto ao nível dos elementos visuais presentes na paisagem, como do próprio cheiro», refere um estudo sobre as Comunidades de Origem Indiana na Área Metropolitana de Lisboa (AML) divulgado hoje na conferência internacional sobre «Empreendedorismo Imigrante».
Segundo o estudo, publicado na Revista Migrações, as iniciativas comerciais destas comunidades nos bairros centrais e periféricos da AML tiveram consequências ao nível da transformação da paisagem, de certas estratégias económicas e da própria alteração dos quadros dos valores e dos comportamentos sociais.
«Os novos edifícios públicos como as mesquitas construídas de raiz introduzem alterações marcantes na paisagem urbana, na medida em que trazem associados novos conceitos de estética, discordantes relativamente aos elementos que os rodeiam», sublinha o documento, da autoria de Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos.
O comércio indiano contribuiu, também, para a revitalização de áreas degradadas, como o Martim Moniz. «Apesar da degradação urbanística e social que se foi verificando até ao início do presente século, pode-se afirmar que a presença dos comerciantes indianos foi fundamental para atenuar o declínio» e para garantir a sobrevivência e oferta comercial naquela zona, acrescenta.

Fonte: TVI24

Michael Jackson

sexta-feira, 3 de julho de 2009

E tudo um par de “indicadores” levou…

O Ministro da Economia, Manuel Pinho foi demitido em pleno debate do estado da Nação.
Não por causa dos "indicadores económicos” da nossa economia, mas por um gesto, em resposta às “bocas” dos do costume, onde fez uso de outro tipo de "indicadores", os quais lhe custaram o cargo.
Assim vai a democracia em Portugal.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Yes, we can

Barack Obama, imortalizou a frase “Yes, we can”… “sim, podemos”.
A Helena Coelho, minha companheira de vida, nestes últimos seis anos, pode também, vangloriar-se de ter “podido e/ou conseguido”. Apesar da sua condição de operária fabril, iniciou há quatro anos um trajecto para uma nova vida. Hoje, volvido esse tempo e trilhado um caminho com as suas “agruras e espinhos”, pode afirmar “Yes, I can”. O seu trajecto, iniciado há quatro anos, na obtenção de uma licenciatura, para melhor estar preparada para enfrentar a actual reconversão económica mundial, está alcançado. Presto, aqui, a minha homenagem há Dra. Helena Coelho, uma mulher moderna, empreendedora e capaz de lutar, pelos seus objectivos de vida.
Como diria o autor de “A sociedade da confiança”: “Cada homem / ser humano carrega consigo comportamentos inibidores e comportamentos libertadores. […] A segurança rotineira oferece o conforto dos caminhos conhecidos. A exploração de novas vias – não apenas geográficas – sempre comporta um risco. Tem custos psicológicos importantes, até mesmo desencorajadores para quem não tem confiança nos benefícios futuros, na própria capacidade de suscitá-los, na sociedade de que é membro.”
Felizmente, que a Dra. Helena Coelho, faz parte da “nova ordem”, que por um lado, acredita nos comportamentos libertadores e, por outro lado, acredita nos benefícios futuros e na sua própria capacidade de suscitá-los, perante a sociedade de que é membro.
Tal como ela… “Yes, you can”.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

sábado, 13 de junho de 2009

Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos, os erros de nossos progenitores, e, com o esforço de abolirmos os abusos do passado somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado os mais bobos e inseguros que já houve na história.
O grave é que estamos lidando com crianças mais “espertas” do que nós, ousadas, e mais “poderosas” que nunca! Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ser, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os primeiros que tememos os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais. E os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos.
E, o que é pior, os últimos que respeitamos nossos pais e os primeiros que aceitamos que nossos filhos nos faltem com o respeito.
À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudou de forma radical para o bem e para o mal.
Com efeito, antes se considerava um bom pai, aquele cujos filhos se comportavam bem, obedeciam suas ordens, e os tratavam com o devido respeito.
E bons filhos, as crianças que eram formais, e veneravam seus pais, mas à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco o respeitem.
E são os filhos, quem agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem suas ideias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.
E que além disso, que patrocinem no que necessitarem para tal fim.
Quer dizer; os papéis se inverteram. Agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para “ganhá-los” e não o inverso como no passado.
Isto explica o esforço que fazem tantos pais e mães para serem os melhores amigos e “darem tudo” a seus filhos.
Dizem que os extremos se atraem.
Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo aos nos verem tão débeis e perdidos como eles.
Os filhos precisam perceber que durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los, enquanto não sabem para onde vão...
É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.
Se o autoritarismo suplanta, o permissível sufoca.
Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os e rendidos às suas vontades.
Os limites abrigam o indivíduo.
Com amor ilimitado e profundo respeito.
(Autor desconhecido)
Gentilmente enviado pela nossa leitora e amiga Sandra Valeriote

quarta-feira, 10 de junho de 2009

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Animação turística





A animação turística é uma área de actuação composta por um conjunto de actividades que permitem ao turista usufruir de forma mais plena uma determinada experiência turística.
É um trabalho que leva simultaneamente à interpretação do espaço envolvente e ao desenvolvimento de actividades físicas e intelectuais que provocam um aumento da satisfação do turista.
O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, empresa pioneira e especializada em serviços de animação turística e cultural em Portugal, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico nacional e/ou ibérico.
Tudo foi concebido de modo a que os " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcionem ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos, assim como, toda a infra-estrutura logística e guias especializados.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Geração Y / Generation Y

Para a geração dos 30/40

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem? ', perguntou ele.
Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração:
O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno'
nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração 'rasca'...
Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um “chavalo” de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que oito em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Artigo de Nuno Markl

segunda-feira, 25 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ida: O Elo Perdido (Missing Link)?

Uma equipa de investigadores, revelou o fóssil de um primata com cerca de 47 milhões, que dizem representar o elo perdido entre o ser humano e o macaco, confirmando deste modo a teoria da evolução de Charles Darwin.
Oficialmente conhecido como Darwinius masillae, o fóssil mostra que este ser tinha polegares oponíveis como os seres humanos e unhas em vez de garras.
Segundo Jorn Hurum, "É como encontrar a Arca Perdida dos arqueólogos […] é o equivalente científico do Santo Graal […] este fóssil será provavelmente o único que será retratado em todos os livros didácticos nos próximos 100 anos".
Esta descoberta, efectuada no ano de 1983 por arqueólogos amadores, em Frankfurt, foi mantida em segredo até ontem.

Saiba mais aqui.

Portugal Eleito para Membro da CSTD da ONU

Numa época em que alguns responsáveis políticos acham que, só porque não se leva em conta todas as suas leviandades, somos motivo de chacota internacional, notícias como esta são sinónimo de que neste país existem, muitos e valorosos indivíduos e instituições.
“Portugal foi eleito, em Nova Iorque, com mandato até ao final de 2012, para a Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD – Commission on Science and Technology for Development) da ONU. A eleição decorreu na reunião do Conselho Económico e Social (ECOSOC – Economic and Social Committee) da ONU realizada a 18 de Maio de 2009, na sede da ONU em Nova Iorque, passando Portugal a integrar o grupo de 10 países ocidentais daquela Comissão, que presentemente inclui também a Alemanha, Áustria, Bélgica, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Israel, Suíça e Turquia.”

Saiba mais aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Arqueoturis: A primeira reportagem


Pois é… a primeira reportagem sobre o Projecto Arqueoturis, que temos vindo a desenvolver desde há algum tempo, saiu.
Obrigado a todos os que nos têm incentivado nesta nossa “aventura” pelo quotidiano do Arqueoturismo.
Podem acompanhar na íntegra tudo, o que foi escrito, aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A sociedade da confiança

“Cada homem carrega consigo comportamentos inibidores e comportamentos libertadores. A maior parte das sociedades utilizou tão somente pequena parte deles. A segurança rotineira oferece conforto dos caminhos conhecidos. A exploração de novas vias – não apenas geográficas – sempre comporta um risco. Tem custos psicológicos importante, até mesmo desencorajadores para quem não tem confiança nos benefícios futuros, na própria capacidade de suscitá-los, na sociedade de que é membro.”

quinta-feira, 7 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Os primeiros cem dias de Obama

Ainda não é possível saber se o rumo tomado por Barack Obama é certo, mas os primeiros cem dias de governo do novo presidente dos EUA prometem.
Barack Obama teve uma situação fácil nos primeiros cem dias de mandato. Afinal, ele tinha de fazer principalmente uma coisa: diferenciar-se de seu antecessor e de sua respectiva política. Não era um desafio especialmente difícil. Ao final do mandato de George W. Bush, seu índice de aprovação chegou a uma baixa recorde para presidentes americanos.
E também no exterior desejava-se que o novo presidente dos Estados Unidos fosse principalmente uma coisa: um anti-Bush. Para isso, Barack Obama tirou as cartas certas da manga logo após chegar ao poder: ordenou o fechamento do campo de prisioneiros de Guantánamo e a retirada das tropas americanas do Iraque, proibiu a tortura, estendeu a mão para a Rússia em busca de diálogo e apresentou um pacote conjuntural que prevê investimentos em educação e no sistema de saúde e anuncia uma nova política energética. E a lista não para por aí.
A abrangência de sua agenda é de tirar o fôlego. Fazer várias coisas ao mesmo tempo – isso está claro após cem dias de governo – faz parte dos talentos especiais de Obama. É verdade que, aqui e ali, ele apresenta pontos fracos. Ele se mostra hesitante quando questionado sobre a necessidade de uma comissão se ocupar ou não das atas sobre tortura no governo Bush. Também o grande anúncio de uma colaboração suprapartidária com os republicanos não se cumpriu até agora.
Mas, de um modo geral, ele continua cool, calmo e fiel às suas causas. Neste início de mandato, Barack Obama também mostrou que, apesar de de ser relativamente jovem e inexperiente em cargos políticos, tem competência para o cargo.
Três piratas mortos e um capitão-de-fragata a salvo testemunham que Obama não é um "banana de esquerda", como queriam pintá-lo os republicanos durante a campanha eleitoral. Os ataques com mísseis em território paquistanês também prosseguem na presidência de Obama – para descontentamento de muitos de seus adeptos.
Ou seja: Obama pode estender a mão ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e propor diálogo ao Irão; mas quando se trata da segurança nacional, ele não vacila um segundo em usar o poder militar dos Estados Unidos.
E os cidadãos americanos continuam lhe dando apoio. Uma pesquisa do Washington Post apontou que quase 60% dos consultados estão satisfeitos com a maneira de o presidente exercer seu mandato. Também no trato com a crise financeira internacional os americanos confiam nele. E 55% vêm com optimismo o futuro económico do país. Em Fevereiro eram apenas 48%.
Nos primeiros cem dias, o presidente Obama cumpriu a promessa de fazer uma política diferente da de seu antecessor. Que ele só tenha podido anunciar as mudanças, na maior parte dos casos, deve-se à natureza dos fatos. Guantanamo não pode ser fechado de um dia para o outro, e o mesmo vale para a retirada das tropas do Iraque, a paz no Oriente Médio, a reforma do sistema de saúde e a recuperação da economia.
Cem dias de governo podem ser um número mágico – mas não bastam para medir o sucesso ou fracasso desta presidência. Só daqui a alguns meses ou até anos será possível saber se Barack Obama tomou o rumo certo. Mas hoje já se pode dizer: o começo é promissor.

By: Christina Bergmann – DW-World.DE

quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma varanda portuguesa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dinner in the rain

Pau de Sebo

Choque Frontal

Aida - Bregenz Festival (Austria)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ensaio sobre a cegueira: A cultura do "bota-a-baixo"

Após uma leitura atenta da actual conjuntura, derivada de uma estrutura à muito decadente, é nossa convicção que após a actual reconversão económica mundial, nada voltará a ser como antes.
No entanto, Portugal tende a não ter emenda. Tendemos a continuar um país que não se governa... nem se deixa governar.
Já no século III a.C., um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica, escrevia: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho, não se governa nem se deixa governar!». Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que o general romano tinha (e continua a ter) razão.
Se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...
Quando se faz… foi mal feito ou não serve, mas… não se apresentam alternativas.
Quando não se faz… devia ter sido feito, mas… não se apresentam quaisquer propostas.
Num ano de eleições, europeias, autárquicas e legislativas, a cegueira aumenta a “olhos vistos”.
A saúde, a educação, a justiça e os aspectos sociais continuam a ser as maiores armas de arremesso político em Portugal.
São usadas, na maioria das vezes, sem peso nem medida pela oposição, independentemente do executivo governamental, com a consciência da importância que qualquer decisão relativa a estes sectores tem junto da população e, consequentemente, dos eleitores.
E assim, este povo estranho… muito estranho mesmo… continua a adiar o seu futuro.

domingo, 19 de abril de 2009

Frases da semana

Neste momento de reconversão económica mundial e, onde nada voltará a ser como antes, escolhemos as frases que se seguem como “frases da semana” e proferidas pelo actual Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco e Silva, que defendeu esta sexta-feira o aproveitamento do momento de crise como «um ponto de viragem»
«É preciso ter coragem de, em vários domínios, começar de novo»
“Muitos dos agentes que tiveram um papel activo na crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político. Importa pois, ponderar as decisões, para não abrir espaço ao desperdício de recursos públicos e impedir a concentração desses mesmos recursos nas mãos daqueles que já detêm maior influência junto dos decisores”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Archeological Tours - Turismo Arqueológico em Portugal


O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática”. Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial. Os Sítios Arqueológicos passam por prospecção e escavação. A visitação turística a um sítio acontece posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios. Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”. A interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.
O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, um projecto empresarial, pioneiro e especializado em serviços turísticos e culturais em Portugal, com sede no Alentejo, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico nacional.
O seu “ARCHEOLOGICAL TOUR” inclui visitas a sítios arqueológicos, que apresentam uma flecha temporal, do Paleolítico ao Período Islâmico.
Tudo foi concebido de modo a que o " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcione ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos e toda a infra-estrutura logística assim como o acompanhamento não por guias-turisticos, mas por investigadores especializados.
A ARQUEOTURIS dispõe, ainda, de um “Archaeological Excavation Tour”, neste caso pontual, no qual o visitante partilha as condições, o convívio e o trabalho com arqueólogos e estudantes de arqueologia de várias nacionalidades, numa verdadeira escavação de carácter científico. Neste Tour o visitante poderá, também, envolver-se no manuseamento dos artefactos encontrados e no seu tratamento no museu local.

Visite: http://www.arqueoturis.com/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Mundo num Clic

Provavelmente já ouviu falar dele nos últimos tempos. Chama-se Twitter, é uma rede social que junta pessoas em tempo real na Internet, com mensagens curtas, simples e imediatas.
É um típico fenómeno da rede: há poucas pessoas ligadas, mas o efeito conjugado da novidade e da adesão de líderes de opinião, estrelas mundiais, jovens, políticos e jornalistas já fez dele um fenómeno.
O princípio é simples: no écran aparece uma pergunta. “O que estás a fazer?”. Através de respostas curtas podemos seguir e ser seguidos por, virtualmente, todo o mundo, independentemente do lugar do planeta onde estamos.
Há poucos dias, a actriz Demi Moore estava no sul de França com o marido, Ashton Kutcher, e recebeu uma mensagem no computador, via-twitter, de uma seguidora que ameaçava suicidar-se. Rapidamente se descobriu que a mensagem tinha sido escrita por uma mulher de 48 anos, que estava em San José, na Califórnia. A polícia chegou a tempo de levar a potencial suicida ao psiquiatra. Hoje, a Nasa anunciou que o astronauta Mike Massimino vai utilizar o Twitter a bordo do vaivém Atlantis.
A viagem espacial começará dia 12 de Maio, e o objectivo final será a reparação e manutenção do Telescópio Espacial Hubble – será tudo micro-narrado, por assim dizer, nos computadores de todo o mundo.
Ainda recentemente um jornalista português se queixou de ter ido almoçar com um amigo, e quando chegou à redacção já toda a gente sabia, porque algum vizinho no restaurante estava a “twittar” (perdoem-me se o neologismo for errado, mas sou um leigo na matéria). São apenas 3 exemplos de como as mensagens curtas do Twitter, de 140 caracteres, estão na moda, e ameaçam dar mais uma machadada no conceito ocidental de privacidade. Recentemente, o Twitter foi avaliado em 250 milhões de dólares, e ainda recentemente os proprietários recusaram uma oferta de 500 milhões feita pelo Facebook, outra gigantesca rede social na Internet.
Só que agora entrou em campo o Google. O gigante mundial e os fundadores do Twitter, Evan Williams e Biz Stone, estão em negociações e o “negócio pode estar concluído muito em breve”. O que leva a mais lucrativa empresa da Internet a perder a cabeça pelo Twitter? “Podemos estar perante a melhor forma de actualizar em tempo real bases de dados e motores de busca na Internet”.
Como dizia o professor César das Neves, “não há almoços grátis”.

By Carlos Rodrigues - Subdirector de Informação

terça-feira, 7 de abril de 2009

Polis

O significado de polis não encontra paralelos no mundo actual, logo é um conceito que se perde no tempo, assim não podemos traduzir a palavra mas sim tentar explicar o seu significado, ou seja o que pensamos que significaria para os helenos.
Sendo que a Grécia antiga estava dividida num considerável número de pequenos estados independentes, alguns muito reduzidos quanto ao território e à população.
A esse estado autómano e autárcico chamavam os gregos de Polis, que de um modo geral aparece traduzido por Cidade-Estado ou também apenas por Cidade. Contudo à que ter em atenção de que a Polis não se refere apenas ao estado, ou à cidade no conceito moderno desta, a Polis eram sobretudo os cidadãos.
A polis era o concreto dos cidadãos, no seu conjunto e não o estado como entidade jurídica abstracta.
Para os gregos o que interessava eram os cidadãos, uma vez que eram eles a essência da polis e não o aglomerado urbanístico. Pelas palavras de Tucídes podemos ver claramente qual o conceito de polis. «É que a polis são os cidadãos e não as muralhas nem os barcos viúvos de homens.»
O aglomerado urbano e o território apareciam apenas como o local em que os homens construíram uma comunidade de hábitos, normas e crenças. Daí admitir-se que a polis seja transferível para outro sítio.
A polis englobava a vida política e a vida económica e não se concebia desligada da religião. Hoje acredita-se na laicização do estado, ou seja na separação do poder político da religião, mas na Grécia antiga tal ideia era impensável, pois eles consideravam a religião parte integrante e nuclear da polis e as cerimónias e actos de culto eram funções da alçada dos governantes.
Se os gregos adoravam um vastíssimo leque de entidades divinas cada polis prestava um culto privado à sua divindade Políade, a divindade que protegia a polis. A mais conhecida é a de Atenas, cuja deusa protectora era Atenas.
Baseando-se a polis na aceitação absoluta da lei e de uma administração despersonalizada, o grego tinha por seu único soberano a lei, por ela devia reger-se a polis e cada um o seu comportamento. Mesmo os governantes e sobretudo eles, deviam obedecer á lei, lei e poder que vêm da participação dos cidadãos, sendo nestes que reside a polis.
A tirania era o regime em que os “bárbaros” viviam. Por isso se forma a oposição entre o sistema da polis dos Helenos, que tinha por único soberano a lei, e o dos não gregos, povos subjugados a um soberano que sobre eles tinha poder absoluto.
A liberdade significava para os gregos o reinado da liberdade e a participação no processo de tomada de decisões. Desde que nasce, o habitante habitua-se ao modo de vida da polis, às suas leis e costumes, às normas que regulam os actos mais triviais, às cerimónias religiosas e crenças. Deste modo a polis educa o cidadão e modela-o.
A polis era, portanto, uma entidade activa, formativa, que exercitava o espírito e formava o carácter dos cidadãos. Constituía uma preparação para a aretê – excelência ou virtude –, função de que o Estado moderno se desliga quase por completo. Daí que se entenda a afirmação de que descrever a polis é descrever a vida total dos gregos.
Embora o modelo de polis fosse mais ou menos semelhante existiam diferenças substanciais de polis para polis. Todas as poleis surgem com um núcleo comum de instituições, com funções idênticas de início em todas elas que se manterão ao longo dos tempos mais ou menos modificadas até ao declínio do sistema, na Segunda metade do século IV a.C. Sendo essas instituições a Assembleia do Povo, o Conselho e os Magistrados.
Estes vários órgãos podem tomar nomes diferentes consoante a polis. Em Atenas e Esparta, respectivamente tínhamos para a Assembleia, Ecclesia e Apela; para o Conselho, Areópago e Gerusia; para os Magistrados, Arcontes e Éforos.
Aos órgãos institucionais tinham acesso e neles participavam activamente apenas os cidadãos, sempre uma parcela reduzida da totalidade dos habitantes.
A população de uma polis era constituída por pessoas livres e não livres. Eram livres os cidadãos, as mulheres, e os estrangeiros com autorização de residência, vulgarmente conhecidos por metecos, embora livres não gozavam dos direitos de cidadão, bem como as mulheres. Os não livres eram os escravos mercadoria e os servos, que eram obrigados a trabalhar a terra de outrem e entregar uma parte do produto. De acordo com o estatuto estavam numa situação melhor que os escravos.
Em termos de número os cidadãos eram em número inferior, cerca de quinze por cento da população total, portanto uma minoria, tanto nas oligarquias como nas democracias.

sábado, 4 de abril de 2009

África: Expressão Artística







Policia... sofre!

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