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quarta-feira, 3 de abril de 2013

SURGIMENTO DE UMA NOVA ESPÉCIE

 
 
 
 
 
 

Os indivíduos desta nova espécie são conhecidos como Homo sapiens semi-erectus imprestabilis - que alguns cientistas e antropólogos estão também chamando de Homo stupidus - e surgiram por involução natural da espécie Homo sapiens, sub-espécie Homo semisapiens erectus.
Alguns não os consideram mais como primatas, mas como secundatas, e outros estudiosos, mais radicais, como ultimatas.
Passaram a assumir constante postura encurvada, fala incompreensível, mastigação contínua de chicletes, audição constante de músicas de péssimo gosto em volume semi-letal e ter movimentos espasmódicos de extremidades superiores que, segundo recentes pesquisas científicas, acarretam o surgimento de pernas mais curtas e um único e repugnante modo de caminhar, sempre com as pernas abertas, e arrastando os pés. Comprovou-se que esta marcha peculiar, também conhecida como "arrasta-forquilha", afeta seriamente as funções cerebrais, se é que a nova espécie ainda é provida de algumas delas. Por isso, nunca espere desses indivíduos qualquer contato com os olhos ou comunicação verbal inteligente, sendo aliás, as suas maiores características, o analfabetismo absoluto e o analfabetismo funcional  
O pior de tudo, infelizmente, é que eles são muito férteis! Reproduzem-se como ratos! Além disso, possuem veículos velhos e imprestáveis que pouco valem, mas com instalações sonoras caríssimas para reprodução de raps, axé, funk, punk/pancadão de modo a estourar os tímpanos de toda vizinhança.
By: Baseado em texto de Anónimo na Internet

sexta-feira, 1 de março de 2013

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Carnaval brasileiro: As raízes são portuguesas

Os carros alegóricos que se vêem no Sambódromo do Rio e de São Paulo e os bonecos gigantes de Olinda têm origem no mesmo lugar, ou seja, na aldeia de Castedo (vale do Rio Douro / Portugal).

Saiba mais aqui.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

WWF for a living planet

A WWF é uma das organizações independentes de conservação da natureza mais importantes a nível mundial. Tem cerca de 5 milhões de apoiantes e está activa nos cinco continentes em mais de 100 países.
O estilo único da WWF combina objectivos globais com critérios científicos, experiência e rigor, envolve acção a todos os níveis, do local ao global e apresenta soluções inovadoras que visam a protecção da vida humana e da natureza.

Aconselha-se a visita.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Ciclos da Vida

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos, não importa o nome que damos.
O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho?
Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais?
Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu.
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.
Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã...
Todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora.
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.
Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas.
Portanto, às vezes ganhamos e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu génio, que entendam seu amor.
Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa...
Nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba.
Mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.
Acerte em tudo que puder acertar. Mas, não se torture com seus erros.

By Paulo Coelho

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A Lição do Ratinho

Serve para aqueles que se sentem seguros na actual crise mundial.
O que é mau para alguém pode ser mau para todos...

“Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote.
Pensou logo no tipo de comida que haveria ali.
Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado.
Correu ao pátio da fazenda advertindo todos:
- Há uma ratoeira na casa… há uma ratoeira na casa!
A galinha disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até ao porco e disse:
- Há uma ratoeira na casa, há uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.
O rato dirigiu-se à vaca. E ela disse:
- O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira.
Naquela noite ouviu-se um barulho. A ratoeira, tudo indicava, tinha apanhado a sua vítima.
A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia sido apanhado.
No escuro, ela não viu que a ratoeira tinha apanhado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher...
O fazendeiro levou-a de imediato para o hospital.
Ela voltou com febre.
Toda a gente sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou no cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por morrer. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar toda aquela gente”.

Moral da História:
Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um pode ser o problema de todo!

PS: excelente fábula para ser divulgada principalmente em grupos de trabalho!
“Nós aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes, mas ainda não aprendemos a conviver como irmãos”.

Esta serve de lição para todos nós.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Tu que tiveste a tua infância durante os anos 60, 70 ... Como podes ter sobrevivido?


Os carros não tinham cintos de segurança, apoios de cabeça, nem airbag!
Afinal de contas... Íamos soltos no banco de trás aos saltos e na galhofa. E isso não era perigoso!
As camas tinham grades e os brinquedos eram multicores com pecinhas que se soltavam ou no mínimo pintados com umas tintas “duvidosas” contendo chumbo ou outro veneno qualquer.
Não havia trancas de segurança nas portas dos carros, chaves nos armários de medicamentos, detergentes ou químicos domésticos.
Andávamos de bicicleta para lá e para cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotoveleiras...
Bebíamos água em potes de barro, da torneira, duma mangueira, ou duma fonte e não águas minerais em garrafas ditas “esterilizadas”.
Construíamos aqueles famosos carrinhos de rolamentos e aqueles que tinham a sorte de morar perto duma ladeira asfaltada, podiam tentar bater recordes de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham economizado a sola dos sapatos, que eram usados como travões... Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer.
Não havia telemóveis... Os nossos pais não sabiam onde estávamos! Era incrível!
Tínhamos aulas só de manhã, e íamos almoçar a casa.
Quando tínhamos piolhos a nossa mãe lavava-nos a cabeça com “Quitoso” e com um pente fininho removia a piolhada toda.
Braços engessados, dentes partidos, joelhos esfolados, cabeça rachada. Alguém se queixava disso? Não!
Comíamos doces à vontade, pão com Tulicreme, bebidas com o (perigoso) açúcar. Não se falava de obesidade.
Quando comprávamos aqueles tubinhos de Fá naquela mercearia da esquina, vinha logo o pessoal todo a pedir um “coche” e dividíamos com os nossos amigos. Bebiam todos pelo mesmo tubinho e nunca ninguém morreu por isso.
Nada de Playstations, Nintendo,X boxes, jogos de Vídeo, televisão por satélite, televisão a Cabo nem DVD’s, Dolby surround.
O telemóvel era ficção científica.
Computador? Internet? Só amigos.
Brincávamos sempre na rua e éramos super activos...
A pé ou de bicicleta, íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a kms da nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar.
É verdade! Lá fora, nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível? Jogávamos futebol na rua, muitas vezes com a baliza sinalizada por duas pedras...
Ás vezes quando éramos muitos tínhamos que ficar de fora sem jogar nem ser substituído... mas nem era o “FIM DO MUNDO”!
Na escola havia bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a moda dos superdotados, nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperactividade. Quem não passava, simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!
As nossas festas eram animadas por gira-discos , afazerem aqueles cliques da agulha a deslizar nos discos de vinil.
As bebidas, eram claro, a deliciosa groselha com cubinhos de gelo.
Tínhamos:
Liberdade,
Fracassos,
Sucessos e
Deveres... e aprendíamos a lidar com cada um deles!
A única verdadeira questão é: Como conseguimos sobreviver?
E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?
Também és dessa geração?
Se sim, então lê este post aos teus amigos desse tempo, e também aos teus filhos e sobrinhos, para que eles saibam como era no... Nosso tempo!
Sem dúvida vão responder que era uma chatice, mas ...
Como éramos felizes!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Books e mais Books

A editora Springer oferece agora via-Bon o acesso a várias centenas de e-books em texto integral divididos por 13 colecções, de entre as quais destacamos, entre outros:  Arquitectura e Design, Economia, Gestão, Informática, Ciências Sociais e Matemática.

Verifique em ( Books)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mulheres Andina (Lima / Peru)


O banco de suplentes de uma equipa andina do campeonato nacional de futebol das mulheres indígenas.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Cimeira de Copenhaga: Acordo climático não vinculativo marca o fim.


O Acordo de Copenhaga, segundo as organizações ambientalistas, é uma falsa partida, um fracasso histórico. Não só ignora a Ciência, como se guia pelos interesses nacionais de alguns países.
É, ainda, um documento sem ambição, acaba com a liderança da UE e é um desastre para os sonhos europeus.


Fonte: Expresso

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Civilização maia


Compartilhamos com vocês as, maravilhosas, obras do escultor Mario Morasan baseadas na civilização maia. A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, notável não só pelos seus mais de 3000 anos, como pela escrita.
A civilização maia divide muitas características com outras civilizações da mesoamérica, devido ao alto grau de interacção e difusão cultural que caracteriza a região. Avanços como a escrita, epigrafia ou o calendário não se originaram com os maias; no entanto, esta civilização desenvolveu-os plenamente.
Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", ainda, hoje milhões vivem na mesma região e muitos deles, ainda, falam alguns dialectos da língua original.

 
A não perder.

Cimeira de Copenhaga: Mudanças Climáticas



A Cimeira de Copenhaga chega hoje ao fim. O impasse negocial e as divergências, entre os 25 líderes mundiais, poderão levar as gerações futuras ao caos ambiental. Será o futuro do planeta o que retrata o vídeo? Muitos de nós nunca o chegarão a saber, mas as gerações seguintes serão testemunhas, ou nao, do que aqui é retratado.

Fonte do Video: Quercus

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

O que, por vezes, comemos (Bitola / Macedônia)


Porcos alimentam-se de detritos, depositados numa lixeira, junto às torres de resfriamento de uma fábrica.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Teoria crítica: Estudos de retórica e cultura


Textos dos mais diversificados autores e para todos os gostos:

Theodor W. Adorno; Louis Althusser; Jean Baudrillard; Jorge Luis Borges; Pierre Bourdieu; Judith Butler; Hélène Cixous; Guy Debord; Gilles Deleuze; Félix Guattari; Jacques Derrida; Umberto Eco; Michel Foucault; Antonio Gramsci; Jürgen Habermas; Stuart Hall; Donna J. Haraway; Fredric Jameson; Arthur and Marilouise Kroker; Jean-François Lyotard; Herbert Marcuse; Mark Poster; Paul Virilio; Raymond Williams e, ainda, outros.

A não perder:
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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Claude Lévi-Strauss (1908 – 2009)

Claude Lévi-Strauss foi o antropólogo, considerado o fundador e grande teórico da Antropologia Estruturalista e um dos grandes intelectuais do século XX.
A obra As estruturas elementares do parentesco consagrou-se como um dos mais importantes estudos de família já publicados. No final da década de 40 e começo da década seguinte, Lévi-Strauss continuou a publicar e alcançou o sucesso profissional.
Apesar de bem conhecido em círculos académicos, foi apenas em 1955 que Lévi-Strauss se tornou um dos intelectuais franceses mais conhecidos ao publicar Tristes Trópicos, um livro autobiográfico sobre o seu “exílio” na década de 1930.
Em 1958 publicou Antropologia Estrutural, uma colecção de ensaios em que oferece tanto exemplos como manifestos programáticos do estruturalismo (crítica ao evolucionismo social e ao etnocentrismo).
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Os homo

Longe da modernidade e num habitat triangular, que engloba a Etiópia, o Sudão e o Quénia, a região vulcânica do vale do Rift, vive em plena harmonia com a natureza uma tribo, que vai ao rio Omo que lhe irriga as terras, buscar o nome.
Os Omo, conforme testemunham as fotos, gentilmente enviadas pelo futuro arqueólogo Emanuel Coelho, são uma tribo que faz uso do que a natureza lhes proporciona, não só para a sua subsistência, mas também, e fazendo uso de uma arte ancestral, para o ornamento corporal.






terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Os nossos “Grammy’s” para 2008









O ano de 2008 está no seu final.
Como nem tudo tem que ser igual, em vez de procurarmos fazer, como geralmente acontece nesta época do ano um pouco por todo o mundo, a habitual “Revista de Ano: Principais acontecimentos nacionais e internacionais”, optámos por criar uma espécie de “Grammy’s”.
Estes prémios não são destinados a acontecimentos em si, mas a situações específicas, presentes e futuras, quer nacionais quer internacionais e que merecem, na nossa óptica, alguma reflexividade.

O “Grammy Pedra Filosofal” destina-se à esperança de mudança no futuro.
O “Grammy O-Rei-Vai-Nu” é destinado aos falhanços do presente.
O “Grammy Quimera”, por sua vez, destina-se aos absurdos e incongruências.


Amanhã, último dia de 2008, apresentaremos os grandes ganhadores.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O Barreiro, a fábrica e as famílias

O Barreiro é o local a que por norma chamamos “a nossa terra”. Para os muitos barreirenses, e não só, que nos visitam, deixamos um olhar, já esquecido nuns casos e totalmente desconhecido noutros, sobre esta cidade.
Tendo tido a sua origem numa «pobra» ou aldeia ribeirinha, no esteiro do rio Tejo, o Barreiro foi terra de pescadores, extractores de sal e de gentes do campo. Nas suas margens funcionaram, também, moinhos de maré, os quais subsistiram até ao século XIX.
No entanto nos finais do século, com a primeira fábrica de cortiça no Barreiro, surgem os operários corticeiros e com eles, por um lado, os primeiros sinais de rotura com o rural, por outro lado, o inicio da história industrial do Barreiro.
Inicia-se, também, o conceito de “grupo doméstico”, isto é, casas operárias simples onde residiam grupos familiares operários, dando origem a famílias conjuntas de três e mais gerações que se apoiavam mutuamente numa sobrevivência comum, as quais atingem o seu apogeu nos anos vinte do séc. XX.
Entretanto, surge no Barreiro um outro tipo de operariado e, com ele, um outro tipo de “grupo doméstico”, o das famílias de operários da CUF, na maioria trabalhadores, mais especializados, mais bem remunerados e com regalias sociais. Comparada com a dos corticeiros, é uma classe operária privilegiada.
Ou seja, as realidades familiares, corticeira e cufista, são opostas. A primeira devido ao seu carácter de sobrevivência, coloca-se de modo precoce e indiscriminado, dos adultos às crianças, no mercado de trabalho, enquanto que a cufista, tenta gerir a médio e longo prazo, as condições adquiridas no modelo paternalista de Alfredo da Silva.
Modelo idealizado para fixar a mão de obra qualificado, até então inédito, quer no Barreiro, quer no país, e que proporciona alojamento, educação, consumo, socorro, assistência na doença ou invalidez, chegando mesmo ao lazer, de modo a que nada falte para a rotina da vida familiar, e que produz uma relação de cumplicidade entre classes sociais teoricamente antagonistas.
As famílias operárias do Barreiro que trabalhavam na CUF, através do seu grupo doméstico, eram um lugar de produção, de transmissão, de conversão e reconversão de estratégias familiares colectivas, onde predominava a cumplicidade entre modelos familiares e características de uma estrutura social.
Após contingências politicas e sociais, quer nacionais, quer internacionais, o declínio e reconversão foram as novas palavras de ordem no Barreiro. Como empresa publica, a CUF passou a Quimigal tentando uma sobrevivência económica em rotura com lógicas do passado.
Apesar da passagem dos anos a preferência pela condição operária tendeu a manter-se.
A implementação, na região, de multinacionais como a Volkswagen-Autoeuropa - onde, até 2010, vão ser investidos 541 milhões de euros e contratados mais dois mil trabalhadores, ou a da Steyer Daimler Puch-Fabrequipa - onde engenheiros portugueses e austríacos estão a trabalhar actualmente num Upgrade aos blindados de transporte de tropas (APC) Pandur adquiridos pelo Estado Português ao consórcio Steyr Daimler Puch e dos quais 219 serão construídos na fábrica portuguesa – são exemplos, mas as ligações a outros universos profissionais tornaram-se, para a maioria, um facto.