sexta-feira, 29 de maio de 2009

Geração Y / Generation Y

Para a geração dos 30/40

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. 'Quem? ', perguntou ele.
Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração:
O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer.
Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros.
Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo 'Moleculum infanticus', que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de 'terno'
nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração 'rasca'...
Nós éramos mais a geração 'à rasca', isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto.
Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um “chavalo” de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que oito em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.

Artigo de Nuno Markl

segunda-feira, 25 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Ida: O Elo Perdido (Missing Link)?

Uma equipa de investigadores, revelou o fóssil de um primata com cerca de 47 milhões, que dizem representar o elo perdido entre o ser humano e o macaco, confirmando deste modo a teoria da evolução de Charles Darwin.
Oficialmente conhecido como Darwinius masillae, o fóssil mostra que este ser tinha polegares oponíveis como os seres humanos e unhas em vez de garras.
Segundo Jorn Hurum, "É como encontrar a Arca Perdida dos arqueólogos […] é o equivalente científico do Santo Graal […] este fóssil será provavelmente o único que será retratado em todos os livros didácticos nos próximos 100 anos".
Esta descoberta, efectuada no ano de 1983 por arqueólogos amadores, em Frankfurt, foi mantida em segredo até ontem.

Saiba mais aqui.

Portugal Eleito para Membro da CSTD da ONU

Numa época em que alguns responsáveis políticos acham que, só porque não se leva em conta todas as suas leviandades, somos motivo de chacota internacional, notícias como esta são sinónimo de que neste país existem, muitos e valorosos indivíduos e instituições.
“Portugal foi eleito, em Nova Iorque, com mandato até ao final de 2012, para a Comissão sobre Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento (CSTD – Commission on Science and Technology for Development) da ONU. A eleição decorreu na reunião do Conselho Económico e Social (ECOSOC – Economic and Social Committee) da ONU realizada a 18 de Maio de 2009, na sede da ONU em Nova Iorque, passando Portugal a integrar o grupo de 10 países ocidentais daquela Comissão, que presentemente inclui também a Alemanha, Áustria, Bélgica, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Israel, Suíça e Turquia.”

Saiba mais aqui.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Arqueoturis: A primeira reportagem


Pois é… a primeira reportagem sobre o Projecto Arqueoturis, que temos vindo a desenvolver desde há algum tempo, saiu.
Obrigado a todos os que nos têm incentivado nesta nossa “aventura” pelo quotidiano do Arqueoturismo.
Podem acompanhar na íntegra tudo, o que foi escrito, aqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A sociedade da confiança

“Cada homem carrega consigo comportamentos inibidores e comportamentos libertadores. A maior parte das sociedades utilizou tão somente pequena parte deles. A segurança rotineira oferece conforto dos caminhos conhecidos. A exploração de novas vias – não apenas geográficas – sempre comporta um risco. Tem custos psicológicos importante, até mesmo desencorajadores para quem não tem confiança nos benefícios futuros, na própria capacidade de suscitá-los, na sociedade de que é membro.”

quinta-feira, 7 de maio de 2009

domingo, 3 de maio de 2009

Os primeiros cem dias de Obama

Ainda não é possível saber se o rumo tomado por Barack Obama é certo, mas os primeiros cem dias de governo do novo presidente dos EUA prometem.
Barack Obama teve uma situação fácil nos primeiros cem dias de mandato. Afinal, ele tinha de fazer principalmente uma coisa: diferenciar-se de seu antecessor e de sua respectiva política. Não era um desafio especialmente difícil. Ao final do mandato de George W. Bush, seu índice de aprovação chegou a uma baixa recorde para presidentes americanos.
E também no exterior desejava-se que o novo presidente dos Estados Unidos fosse principalmente uma coisa: um anti-Bush. Para isso, Barack Obama tirou as cartas certas da manga logo após chegar ao poder: ordenou o fechamento do campo de prisioneiros de Guantánamo e a retirada das tropas americanas do Iraque, proibiu a tortura, estendeu a mão para a Rússia em busca de diálogo e apresentou um pacote conjuntural que prevê investimentos em educação e no sistema de saúde e anuncia uma nova política energética. E a lista não para por aí.
A abrangência de sua agenda é de tirar o fôlego. Fazer várias coisas ao mesmo tempo – isso está claro após cem dias de governo – faz parte dos talentos especiais de Obama. É verdade que, aqui e ali, ele apresenta pontos fracos. Ele se mostra hesitante quando questionado sobre a necessidade de uma comissão se ocupar ou não das atas sobre tortura no governo Bush. Também o grande anúncio de uma colaboração suprapartidária com os republicanos não se cumpriu até agora.
Mas, de um modo geral, ele continua cool, calmo e fiel às suas causas. Neste início de mandato, Barack Obama também mostrou que, apesar de de ser relativamente jovem e inexperiente em cargos políticos, tem competência para o cargo.
Três piratas mortos e um capitão-de-fragata a salvo testemunham que Obama não é um "banana de esquerda", como queriam pintá-lo os republicanos durante a campanha eleitoral. Os ataques com mísseis em território paquistanês também prosseguem na presidência de Obama – para descontentamento de muitos de seus adeptos.
Ou seja: Obama pode estender a mão ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e propor diálogo ao Irão; mas quando se trata da segurança nacional, ele não vacila um segundo em usar o poder militar dos Estados Unidos.
E os cidadãos americanos continuam lhe dando apoio. Uma pesquisa do Washington Post apontou que quase 60% dos consultados estão satisfeitos com a maneira de o presidente exercer seu mandato. Também no trato com a crise financeira internacional os americanos confiam nele. E 55% vêm com optimismo o futuro económico do país. Em Fevereiro eram apenas 48%.
Nos primeiros cem dias, o presidente Obama cumpriu a promessa de fazer uma política diferente da de seu antecessor. Que ele só tenha podido anunciar as mudanças, na maior parte dos casos, deve-se à natureza dos fatos. Guantanamo não pode ser fechado de um dia para o outro, e o mesmo vale para a retirada das tropas do Iraque, a paz no Oriente Médio, a reforma do sistema de saúde e a recuperação da economia.
Cem dias de governo podem ser um número mágico – mas não bastam para medir o sucesso ou fracasso desta presidência. Só daqui a alguns meses ou até anos será possível saber se Barack Obama tomou o rumo certo. Mas hoje já se pode dizer: o começo é promissor.

By: Christina Bergmann – DW-World.DE

quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma varanda portuguesa

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Dinner in the rain

Pau de Sebo

Choque Frontal

Aida - Bregenz Festival (Austria)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ensaio sobre a cegueira: A cultura do "bota-a-baixo"

Após uma leitura atenta da actual conjuntura, derivada de uma estrutura à muito decadente, é nossa convicção que após a actual reconversão económica mundial, nada voltará a ser como antes.
No entanto, Portugal tende a não ter emenda. Tendemos a continuar um país que não se governa... nem se deixa governar.
Já no século III a.C., um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica, escrevia: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho, não se governa nem se deixa governar!». Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que o general romano tinha (e continua a ter) razão.
Se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...
Quando se faz… foi mal feito ou não serve, mas… não se apresentam alternativas.
Quando não se faz… devia ter sido feito, mas… não se apresentam quaisquer propostas.
Num ano de eleições, europeias, autárquicas e legislativas, a cegueira aumenta a “olhos vistos”.
A saúde, a educação, a justiça e os aspectos sociais continuam a ser as maiores armas de arremesso político em Portugal.
São usadas, na maioria das vezes, sem peso nem medida pela oposição, independentemente do executivo governamental, com a consciência da importância que qualquer decisão relativa a estes sectores tem junto da população e, consequentemente, dos eleitores.
E assim, este povo estranho… muito estranho mesmo… continua a adiar o seu futuro.

domingo, 19 de abril de 2009

Frases da semana

Neste momento de reconversão económica mundial e, onde nada voltará a ser como antes, escolhemos as frases que se seguem como “frases da semana” e proferidas pelo actual Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco e Silva, que defendeu esta sexta-feira o aproveitamento do momento de crise como «um ponto de viragem»
«É preciso ter coragem de, em vários domínios, começar de novo»
“Muitos dos agentes que tiveram um papel activo na crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político. Importa pois, ponderar as decisões, para não abrir espaço ao desperdício de recursos públicos e impedir a concentração desses mesmos recursos nas mãos daqueles que já detêm maior influência junto dos decisores”.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Archeological Tours - Turismo Arqueológico em Portugal


O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática”. Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial. Os Sítios Arqueológicos passam por prospecção e escavação. A visitação turística a um sítio acontece posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios. Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”. A interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.
O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, um projecto empresarial, pioneiro e especializado em serviços turísticos e culturais em Portugal, com sede no Alentejo, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico nacional.
O seu “ARCHEOLOGICAL TOUR” inclui visitas a sítios arqueológicos, que apresentam uma flecha temporal, do Paleolítico ao Período Islâmico.
Tudo foi concebido de modo a que o " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcione ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos e toda a infra-estrutura logística assim como o acompanhamento não por guias-turisticos, mas por investigadores especializados.
A ARQUEOTURIS dispõe, ainda, de um “Archaeological Excavation Tour”, neste caso pontual, no qual o visitante partilha as condições, o convívio e o trabalho com arqueólogos e estudantes de arqueologia de várias nacionalidades, numa verdadeira escavação de carácter científico. Neste Tour o visitante poderá, também, envolver-se no manuseamento dos artefactos encontrados e no seu tratamento no museu local.

Visite: http://www.arqueoturis.com/

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Mundo num Clic

Provavelmente já ouviu falar dele nos últimos tempos. Chama-se Twitter, é uma rede social que junta pessoas em tempo real na Internet, com mensagens curtas, simples e imediatas.
É um típico fenómeno da rede: há poucas pessoas ligadas, mas o efeito conjugado da novidade e da adesão de líderes de opinião, estrelas mundiais, jovens, políticos e jornalistas já fez dele um fenómeno.
O princípio é simples: no écran aparece uma pergunta. “O que estás a fazer?”. Através de respostas curtas podemos seguir e ser seguidos por, virtualmente, todo o mundo, independentemente do lugar do planeta onde estamos.
Há poucos dias, a actriz Demi Moore estava no sul de França com o marido, Ashton Kutcher, e recebeu uma mensagem no computador, via-twitter, de uma seguidora que ameaçava suicidar-se. Rapidamente se descobriu que a mensagem tinha sido escrita por uma mulher de 48 anos, que estava em San José, na Califórnia. A polícia chegou a tempo de levar a potencial suicida ao psiquiatra. Hoje, a Nasa anunciou que o astronauta Mike Massimino vai utilizar o Twitter a bordo do vaivém Atlantis.
A viagem espacial começará dia 12 de Maio, e o objectivo final será a reparação e manutenção do Telescópio Espacial Hubble – será tudo micro-narrado, por assim dizer, nos computadores de todo o mundo.
Ainda recentemente um jornalista português se queixou de ter ido almoçar com um amigo, e quando chegou à redacção já toda a gente sabia, porque algum vizinho no restaurante estava a “twittar” (perdoem-me se o neologismo for errado, mas sou um leigo na matéria). São apenas 3 exemplos de como as mensagens curtas do Twitter, de 140 caracteres, estão na moda, e ameaçam dar mais uma machadada no conceito ocidental de privacidade. Recentemente, o Twitter foi avaliado em 250 milhões de dólares, e ainda recentemente os proprietários recusaram uma oferta de 500 milhões feita pelo Facebook, outra gigantesca rede social na Internet.
Só que agora entrou em campo o Google. O gigante mundial e os fundadores do Twitter, Evan Williams e Biz Stone, estão em negociações e o “negócio pode estar concluído muito em breve”. O que leva a mais lucrativa empresa da Internet a perder a cabeça pelo Twitter? “Podemos estar perante a melhor forma de actualizar em tempo real bases de dados e motores de busca na Internet”.
Como dizia o professor César das Neves, “não há almoços grátis”.

By Carlos Rodrigues - Subdirector de Informação

terça-feira, 7 de abril de 2009

Polis

O significado de polis não encontra paralelos no mundo actual, logo é um conceito que se perde no tempo, assim não podemos traduzir a palavra mas sim tentar explicar o seu significado, ou seja o que pensamos que significaria para os helenos.
Sendo que a Grécia antiga estava dividida num considerável número de pequenos estados independentes, alguns muito reduzidos quanto ao território e à população.
A esse estado autómano e autárcico chamavam os gregos de Polis, que de um modo geral aparece traduzido por Cidade-Estado ou também apenas por Cidade. Contudo à que ter em atenção de que a Polis não se refere apenas ao estado, ou à cidade no conceito moderno desta, a Polis eram sobretudo os cidadãos.
A polis era o concreto dos cidadãos, no seu conjunto e não o estado como entidade jurídica abstracta.
Para os gregos o que interessava eram os cidadãos, uma vez que eram eles a essência da polis e não o aglomerado urbanístico. Pelas palavras de Tucídes podemos ver claramente qual o conceito de polis. «É que a polis são os cidadãos e não as muralhas nem os barcos viúvos de homens.»
O aglomerado urbano e o território apareciam apenas como o local em que os homens construíram uma comunidade de hábitos, normas e crenças. Daí admitir-se que a polis seja transferível para outro sítio.
A polis englobava a vida política e a vida económica e não se concebia desligada da religião. Hoje acredita-se na laicização do estado, ou seja na separação do poder político da religião, mas na Grécia antiga tal ideia era impensável, pois eles consideravam a religião parte integrante e nuclear da polis e as cerimónias e actos de culto eram funções da alçada dos governantes.
Se os gregos adoravam um vastíssimo leque de entidades divinas cada polis prestava um culto privado à sua divindade Políade, a divindade que protegia a polis. A mais conhecida é a de Atenas, cuja deusa protectora era Atenas.
Baseando-se a polis na aceitação absoluta da lei e de uma administração despersonalizada, o grego tinha por seu único soberano a lei, por ela devia reger-se a polis e cada um o seu comportamento. Mesmo os governantes e sobretudo eles, deviam obedecer á lei, lei e poder que vêm da participação dos cidadãos, sendo nestes que reside a polis.
A tirania era o regime em que os “bárbaros” viviam. Por isso se forma a oposição entre o sistema da polis dos Helenos, que tinha por único soberano a lei, e o dos não gregos, povos subjugados a um soberano que sobre eles tinha poder absoluto.
A liberdade significava para os gregos o reinado da liberdade e a participação no processo de tomada de decisões. Desde que nasce, o habitante habitua-se ao modo de vida da polis, às suas leis e costumes, às normas que regulam os actos mais triviais, às cerimónias religiosas e crenças. Deste modo a polis educa o cidadão e modela-o.
A polis era, portanto, uma entidade activa, formativa, que exercitava o espírito e formava o carácter dos cidadãos. Constituía uma preparação para a aretê – excelência ou virtude –, função de que o Estado moderno se desliga quase por completo. Daí que se entenda a afirmação de que descrever a polis é descrever a vida total dos gregos.
Embora o modelo de polis fosse mais ou menos semelhante existiam diferenças substanciais de polis para polis. Todas as poleis surgem com um núcleo comum de instituições, com funções idênticas de início em todas elas que se manterão ao longo dos tempos mais ou menos modificadas até ao declínio do sistema, na Segunda metade do século IV a.C. Sendo essas instituições a Assembleia do Povo, o Conselho e os Magistrados.
Estes vários órgãos podem tomar nomes diferentes consoante a polis. Em Atenas e Esparta, respectivamente tínhamos para a Assembleia, Ecclesia e Apela; para o Conselho, Areópago e Gerusia; para os Magistrados, Arcontes e Éforos.
Aos órgãos institucionais tinham acesso e neles participavam activamente apenas os cidadãos, sempre uma parcela reduzida da totalidade dos habitantes.
A população de uma polis era constituída por pessoas livres e não livres. Eram livres os cidadãos, as mulheres, e os estrangeiros com autorização de residência, vulgarmente conhecidos por metecos, embora livres não gozavam dos direitos de cidadão, bem como as mulheres. Os não livres eram os escravos mercadoria e os servos, que eram obrigados a trabalhar a terra de outrem e entregar uma parte do produto. De acordo com o estatuto estavam numa situação melhor que os escravos.
Em termos de número os cidadãos eram em número inferior, cerca de quinze por cento da população total, portanto uma minoria, tanto nas oligarquias como nas democracias.

sábado, 4 de abril de 2009

África: Expressão Artística







Policia... sofre!

Transporte Escolar (Agra / India)

Noiva em Fuga? (Beijing / China)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Tattoo - Kirta, Afghanistan

Amor

Acabou a Guerra ao Terrorismo

Esqueçam por favor a “Guerra ao Terrorismo”. Com Obama, a América passa a ter apenas “Operações de Contigência no Estrangeiro”.
Segundo revela o “Washington Post”, a administração Obama ordenou que a expressão legada por Bush, Guerra ao Terrorismo, seja abandonada. Um memo enviado pelo Departamento de Defesa para o Pentágono refere que “esta administração prefere que se evite o termo “Global War on Terror. Por favor passem a usar “Overseas Contigency Operation”. A administração Obama já tinha preparado o terreno para esta mudança de terminologia. Mais de um mês antes deste e-mail ser enviado, as fontes e os porta-vozes já tinham começado a utilizar a nova expressão. A “Guerra ao Terrorismo” apareceu pela primeira vez na retórica oficial americana logo a seguir ao 11 de Setembro, e foi durante quase 8 anos a frase-chave da actuação diplomática norte-americana. A ideia do mundo consubstanciada nesta expressão operou até uma alteração radical na forma como o americano médio aceitou a redução progressiva dos direitos de cidadania, e até mesmo, nalguns casos, da liberdade, em nome de um valor maior, chamado segurança, objectivo final da Guerra ao Terrorismo. Guantánamo, o uso da tortura, as detenções sem culpa formada nem acusação - são vários os fenómenos que nasceram durante a administração Bush, filhos do grande conceito “Guerra ao Terrorismo”. Quando confrontados com a notícia do Washington Post, os responsáveis do Pentágono disseram que não há nenhuma instrução ideológica, “há apenas a opinião de um funcionário público”. (http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2009/03/24/AR2009032402818.html?wprss=rss_politics/administration) Mas a verdade é que esta mudança agora revelada é muito mais que uma mera alteração de semântica. Obama acha que a expressão “Guerra ao Terrorismo” adultera a natureza dos inimigos que a América enfrenta. Depois do fecho de Guantánamo, a caminho do cumprimento das promessas eleitorais no Iraque e com o desafio afegão a crescer, Obama mostra agora que, para o novo poder de Washington, o mundo é uma realidade muito mais complexa e difícil de compreender do que a designação simples (e simplista) de “terroristas” dá a entender. Para todos os efeitos, esta é uma boa notícia para o mundo.
Artigo de Opinião de Carlos Rodrigues - Subdirector de Informação

sexta-feira, 20 de março de 2009

TOP 30

Caros amigos e amigas, o nosso blog está concorrendo ao TOP-30, na categoria Cultura, um dos maiores prémios populares da internet brasileira, e conta com o voto de todos vocês para não fazer má figura. No lado direito, no topo do Blog, encontra-se o ícone do TOP-30. Basta clicar e votar. O nosso obrigado a todos vós.

terça-feira, 17 de março de 2009

Libertação feminina

Esse ícone da imprensa escrita mundial, que é o "L'Osservatore Romano" (o periódico oficial do Vaticano), continua a surpreender o mundo com algumas das suas “contemporaneidades”.
Depois de nos ter surpreendido em Janeiro com o artigo sobre “os efeitos devastadores” provocados ao meio ambiente no ocidente, pela… urina, das mulheres que teimam em tomar a pílula, um dos contraceptivos renegado pela Igreja Católica, publicou este fim-de-semana um artigo segundo o qual “a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela libertação da mulher no século XX do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho”.
A autora do artigo, A Máquina de lavar e a libertação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe, questiona qual o facto que no século XX, mais fez pela liberdade das mulheres ocidentais? «o debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns [dizem que] o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar.»
Do alto da sua convicção dá como exemplo: o facto da mulher pode tomar um “capuccino” com as amigas enquanto a roupa é lavada.
No entanto, não satisfeita, e numa vertigem de rara “inteligência”, vai mais longe e, já em apoteose, cita as palavras da feminista americana Betty Friedan, que, em 1963, ou seja, há cerca de 45 anos, terá escrito um dia: «o momento sublime (de uma mulher) é o poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só».
Perdoa-lhes Senhor que eles (ou ela), neste caso, não sabem o que dizem.

Simplex ou talvez não

Nesta “aventura do quotidiano” que tem sido a constituição do pioneiro e empreendedor projecto ARQUEOTURIS, temo-nos deparado com as mais inusitadas e “originais” situações.
Neste momento de reconversão económica mundial, em Portugal, apesar de todas as políticas governamentais direccionadas para a simplificação (vulgo SIMPLEX) das burocracias, desde sempre institucionalizadas, os verdadeiros executores, dessas políticas, ou seja, alguns funcionários das instituições, tendem a permanecer agarrados a um passado onde quem tende a mandar e desmandar, são eles e não os governantes eleitos por sufrágio universal.
Ontem foi o dia de juntarmos a nossas parcas economias e constituirmos o capital social da empresa, na instituição bancária que, no actual panorama nacional, melhores condições nos ofereceu para ser merecedora da nossa confiança.
Qual não foi a nossa surpresa quando, na instituição bancária estatal onde estavam as ditas parcas economias, nos foram levantados os mais inusitados e “originais” argumentos, na tentativa de nos impossibilitarem o levantamento dos NOSSOS… €uritos.
Após quase duas horas… sim… duas horas de argumentação e contra-argumentação, lá conseguimos que nos fosse entregue a verba que pretendíamos levantar das NOSSAS contas bancárias.
Não satisfeitos com a postura até então patenteada, o “solicito” funcionário, e com a dependência bancária apinhada de clientes, e tratando-se de uma quantia avultada, expos em cima do balcão, bem há vista e perante todos os presentes, a verba que estávamos a levantar.
Talvez para sorte nossa, a instituição bancária por nós escolhida, para a ARQUEOTURIS, não distava mais do que 10 metros.
Pois… são estes, alguns, dos eficientes funcionários das instituições que gravitam cá no burgo. E, depois ainda existem os que, teimosamente, culpam os governantes de tudo.
PS: Já o balcão da Empresa na Hora, fez-nos lembrar a eficácia de uma equipe de fórmula 1.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Beijo Grego (Atenas)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Desemprego e futuro

Após uma leitura atenta da actual conjuntura, derivada de uma estrutura à muito decadente, é minha convicção que após a actual reconversão económica mundial, nada voltará a ser como antes.
Sabendo-se dos efeitos negativos, tanto para o individuo em particular, como para a sociedade no geral, que o desemprego provoca e que na maioria dos casos, os postos de trabalho que actualmente se vão extinguindo dificilmente voltarão a existir.
Apresentamos como principal proposta de combate ao flagelo do desemprego, que todos os recebedores de apoios à situação de desempregados, sejam eles, subsidio de desemprego e/ou rendimento social de inserção, sem excepção, sejam frequentadores, durante o tempo que usufruem do subsidio, de cursos de formação, não para uma qualquer profissão ou para aperfeiçoamento da antiga, mas cursos direccionados para as reais necessidades dos mercados de trabalho onde se inserem.
Esses cursos poderiam, inclusive, ser fomentados pelas empresas empregadoras, serviriam ainda, como alavanca financeira para a manutenção e reestruturação dessas mesmas empresas.
Exemplos? O meu exemplo e o da minha esposa.
Está aberto o debate, aceitamos todo o tipo de propostas, que prometemos expor aqui no blog.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Simples coincidência

Tenho por mau hábito, assistir aos noticiários televisivos enquanto usufruo das refeições diárias (vicio advindo desta modernidade tardia), e começo a ficar convicto de que mais dia, menos dia, ainda me vou dar mal, ou seja, um dia destes ainda me dá uma “coisinha feia” e vou desta para melhor enquanto usufruto de um dos pecados capitais, neste caso da gula.
Apesar de “burro velho” e por demais habituado às “originalidades” de alguns factos, do quotidiano, da sociedade portuguesa, ainda me consigo surpreender com o que vai acontecendo cá no burgo.
Vem isto a propósito da notícia vinculada pelo órgão de comunicação em que me encontrava sintonizado, que enfatizava o facto de um Centro da Segurança Social (organismo público de apoio aos utentes), se encontrar encerrado pelo facto de todos os funcionários, neste caso públicos, se encontrarem de baixa médica por doença.
No entanto, e estando longe de mim qualquer suspeita sobre a idoneidade dos funcionários em questão, espero contudo que o dito, organismo público, seja tão célere com os seus funcionários como é com a restante população, quanto à confirmação da veracidade das ditas doenças.

Massacres em escolas no ocidente

“O fenómeno de atiradores que disparam aleatoriamente foi estudado pela primeira vez por pesquisadores do sudeste asiático, que voltaram a atenção pela primeira vez para jovens do sexo masculino, cujo comportamento psíquico causava estranheza e era caracterizado por imprevisibilidade, agressão gratuita e absoluta predisposição à violência. Característico deste tipo de comportamento é o facto de o atirador ferir e até matar várias pessoas, em princípio sem motivo aparente.
A violência é cometida de súbito, embora o acto em si costume ser anunciado com grande antecedência. Em muitos casos, os atiradores preparam-se longamente, encenam com minúcia o acto de violência e aceitam pagar com o preço da própria morte. Entre os factores que desencadeiam tal fenómeno estão: exclusão social e rejeição, desemprego ou transferência forçada.
Muitos desses atiradores sentem-se ressentidos, humilhados ou rechaçados. As agressões vão se acumulando gradualmente durante um longo espaço de tempo. Antes de cometerem o acto de violência, os atiradores costumam desenvolver fantasias permeadas por violência, sem estarem em condições de elaborar ressentimentos ou resolver conflitos. Aparentemente, parecem jovens ajustados, cujo comportamento não levanta suspeitas. Com o acto de violência querem chamar a atenção para si mesmos, afirmam psicólogos que estudam o fenómeno.
Isso tudo não explica, porém, que o número de casos de atiradores tenha aumentado sensivelmente nas escolas dos países ocidentais. Disparar uma arma de fogo mesmo na escola tornou-se uma forma específica de violência injustificada. Os atiradores costumam escolher as suas vítimas a dedo, e praticamente executam-nas. Por vezes existem "listas da morte".
Especialistas alertam para o facto de que os relatos nos mídia a respeito dos school shootings (tiroteios em escolas) atraírem a atenção internacional, fazendo com que surja uma espécie de efeito de imitação do facto.
Hoje, psicólogos defendem a criação de instituições de "vigilância da internet" dentro da polícia e no âmbito de equipas de crise nas escolas. Essas equipas, segundo os especialistas, deveriam registar comportamentos estranhos entre os alunos, como, por exemplo, se disponibilizam na internet vídeos de incitação à violência ou se posam armados para fotografias.
Há vozes críticas que alertam para o perigo de que se comece a estigmatizar qualquer comportamento incomum de jovens, simples desvios que não devem ser automaticamente interpretados como o anúncio de um ato de violência”.

Segundo Jens Hoffmann, os mídia de massa tem co-responsabilidade em casos como Columbine, Erfurt e Virginia. Leia aqui a entrevista do psicólogo da Universidade de Darmstadt e saiba no que consiste o seu programa de esclarecimento e prevenção.

Baseado no artigo de Claudia Hennen e Olja Melnik, Massacres são cada vez mais frequentes em escolas no mundo ocidental in DW-WORLD.DE

domingo, 8 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

O tamanho importa? Claro que não, desde que trabalhe.

O empreendedorismo e pioneirismo dos portugueses de quando em vez, dá cartas e mostra ao mundo o seu engenho.
Portugal prepara-se para inaugurar a primeira unidade de vermicompostagem do mundo para resíduos indiferenciados. Ou seja, milhões de animais anelídeos da classe Oligochaeta e da ordem Haplotaxida, dão o exemplo nesta época de crise e comprometem-se a trabalhar dia e noite em prol da população, tratando cerca de 1500 toneladas de lixos urbanos por ano.
Falamos da minhoca portuguesa, esse pequeno (a partir de agora grande) ser, para muitos, repugnante, que pesa entre um e dois gramas e tem um tempo médio de vida de cerca de oito anos.
Convém, ainda, sublinhar que após cerca de vinte anos, em Portugal, de dedicação à "cultura da minhoca" para outros fins menos empreendedores, como o tratamento de estercos de vacarias ou lamas de suiniculturas, um dos responsáveis da empresa portuguesa responsável pela nova tecnologia, em declarações à comunicação social foi peremptório: «Agora decidimos fazer uma experiência radical. Depois de dois anos de investigação pusemos as minhocas a tratar de todo o lixo".

terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Compartilhando (Guwahti / Índia)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Archaeological Tours: O Produto Arqueoturístico


O Turismo como actividade organizada surge em meados do século XIX, num período marcado por transformações sociais, económicas e tecnológicas.
No que concerne ao Turismo Cultural, é definido como todo o turismo em que o principal atractivo não seja a natureza, mas em algum e/ou alguns aspectos da cultura humana como sejam: a história, o quotidiano, o artesanato (Barreto, 2000). Essa característica faz com que o Turismo Cultural apresente segmentações, desdobrando-se em tantos outros títulos como: antropológico, religioso, arqueológico, entre outros (Beni, 2003).
De entre estes segmentos destaca-se o Turismo Arqueológico, também designado de Arqueoturismo.
O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática” (Manzato, 2005). Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial.
Um sítio pode ser Pré-Histórico e Histórico ao mesmo tempo, isto acontece em função da ocupação de determinado local por sucessivos e distintos períodos. Caso tenha sido ocupado somente em um determinado momento, é considerado Pré-Histórico ou Histórico.
As visitas turísticas a um sítio acontecem posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios.
Existem Sítios Arqueoturísticos disponíveis para visita e estes têm o poder de atrair visitantes. Obviamente que o que interessa não é apenas atrair um grande número de visitantes, mas sim, uma quantidade de pessoas compatíveis com o espaço dos sítios e coerentes com a fragilidade dos atractivos.
O excesso de pessoas e a inadequação interpretativa comprometem o Turismo Arqueológico. Ou seja, o excesso de pessoas e a inadequação interpretativa, pode gerar resultados negativos ao turista, pois impossibilitam-no não só de conhecer, como de interagir com o atractivo.
Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”.
Em suma, a interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Tendemos a continuar um país que não se governa...

Numa época em que a crise, por vezes empolada em demasia, nos entra pela porta dentro, o futuro passa pelo empreendedorismo. Claro que o empreendedorismo implica risco, mudança, o ser “desviante” do pensamento instituído, ou seja, sendo palavras de ordem: o desinvestimento e a recessão económica, o facto de alguém estar no mercado, como investidor (capitais próprios, criador de postos de trabalho, dinamização regional, etc.), caracteriza-o como detentor de um comportamento, que se afasta das normas, admitidas.
Tal como dizia o poeta “Eles não sabem, nem sonham… que o sonho comanda a vida… que sempre que um homem sonha… o mundo pula e avança… como bola colorida… entre as mãos de uma criança”. A nossa equipa ousou sonhar e, o seu sonho, faz hoje parte da rede de sonhos, empreendedores, de outros homens e mulheres.
De Portugal, continuamos a aguardar, excepção feita às entidades estatais e sobre as quais recaem responsabilidades sociais e políticas, das quais temos recebido os apoios solicitados.
Das entidades difusoras de ensino (instituições e/ou grupos docentes), pertenças de grupos, que vivem fechados em universos de crenças e credos, por um lado, discípulos e/ou devotos de determinada (s) doutrina (s), a cujas consciências, impõem-se princípios, tais como: utilitarismo, segurança, conforto e status, por outro lado, … o silêncio. Excepção feita à equipa de arqueólogos de Castanheiro do Vento (Prof. Vitor Jorge Oliveira e Dra. Ana Vale), que desde a primeira hora, se disponibilizou e tem reiterado a sua colaboração com o Projecto Archeological Tours – ArqueoTuris.
Das entidades particulares (fornecedores, prestadores de serviços, etc.) … idem, quanto ao silêncio.
É, no entanto, do exterior, do mesmo lugar que segundo reza a nossa história “não vêm bons ventos, nem bons casamentos” que nos surge a primeira aposta séria (além da nossa é claro) no nosso projecto. Ou seja, desde ontem (23/2), somos parte integrante do Proyecto Guia de Turismo Arqueologico da Fundació Bosch Gimpera - Universitat de Barcelona.
Portugal tende a não ter emenda. Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que um tal general romano tinha razão. Se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», mas sempre à espera que os outros façam por nós, temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...

"Quem Quer Ser um Milionário?" Uma viagem de ida e volta

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Prémio Sociologia e Antropologia para Principiantes

A todos os blogs contactados.
O nosso blog decidiu atribuir-vos o prémio "Este bolg tem o seu quê de especial".
Este prémio é intransmissível e só pode ser atribuído pelo blog, "Sociologia e Antropologia para Principiantes", pelo que não o poderão passar a ninguém.
Agradecemos apenas que exista um link para o nosso blog.
Deve ser levantado somente pelos Blogs contactados.
Parabéns pelo vosso contributo à blogosfera.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Só o amor importa

Todos temos o nosso anjo, só que por vezes andamos demasiado ocupados e/ou distraídos e não o percepcionamos. O nosso anjo é o amor… o verdadeiro!
Quantos de nós se apercebeu do verdadeiro amor, da sua alma gémea? Daquele amor que viaja através dos tempos e das profundezas das dimensões celestiais para estar de novo connosco? Poucos… só mesmo os iluminados, porque todos os outros… os adormecidos, não têm essa percepção.
Eles estão diferentes, mas o nosso coração reconhece-os. Estamos unidos pela eternidade e com eles nunca estamos sós, pois tanto na amizade como no amor, os pensamentos, os desejos, os sonhos, nascem sempre sem palavras e partilham-se numa alegria silenciosa.
O estômago revira-se, os braços ficam arrepiados e as pernas trémulas.
Foi com ele que nadámos nos rios banhados pelo luar da Mesopotâmia, cavalgámos as primitivas estepes da Ásia Central ou vivemos e desenhámos nas cavernas no Paleolítico.
Junto deles nenhuma erupção vulcânica iguala a energia libertada pela nossa paixão.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A grande travessia

The Wall (Jerusalém / Israel)