
quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Ensaio sobre a cegueira: A cultura do "bota-a-baixo"
No entanto, Portugal tende a não ter emenda. Tendemos a continuar um país que não se governa... nem se deixa governar.
Já no século III a.C., um general romano em carta endereçada ao imperador, quando da conquista da Península Ibérica, escrevia: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho, não se governa nem se deixa governar!». Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que o general romano tinha (e continua a ter) razão.
Se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...
Quando se faz… foi mal feito ou não serve, mas… não se apresentam alternativas.
A saúde, a educação, a justiça e os aspectos sociais continuam a ser as maiores armas de arremesso político em Portugal.
São usadas, na maioria das vezes, sem peso nem medida pela oposição, independentemente do executivo governamental, com a consciência da importância que qualquer decisão relativa a estes sectores tem junto da população e, consequentemente, dos eleitores.
E assim, este povo estranho… muito estranho mesmo… continua a adiar o seu futuro.
domingo, 19 de abril de 2009
Frases da semana
«É preciso ter coragem de, em vários domínios, começar de novo»
“Muitos dos agentes que tiveram um papel activo na crise financeira continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político. Importa pois, ponderar as decisões, para não abrir espaço ao desperdício de recursos públicos e impedir a concentração desses mesmos recursos nas mãos daqueles que já detêm maior influência junto dos decisores”.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Archeological Tours - Turismo Arqueológico em Portugal
O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática”. Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial. Os Sítios Arqueológicos passam por prospecção e escavação. A visitação turística a um sítio acontece posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios. Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”. A interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.
O interesse crescente pelo nosso passado, levou um grupo de especialistas em arqueologia, antropologia e sociologia a criar a ARQUEOTURIS, um projecto empresarial, pioneiro e especializado em serviços turísticos e culturais em Portugal, com sede no Alentejo, voltados para a divulgação do património arqueológico e histórico nacional.
O seu “ARCHEOLOGICAL TOUR” inclui visitas a sítios arqueológicos, que apresentam uma flecha temporal, do Paleolítico ao Período Islâmico.
Tudo foi concebido de modo a que o " ARCHEOLOGICAL TOURS " proporcione ao visitante uma gama de experiências inesquecíveis. Todos os locais têm sido criteriosamente estudados, contando com roteiros de visitação aos sítios arqueológicos e toda a infra-estrutura logística assim como o acompanhamento não por guias-turisticos, mas por investigadores especializados.
A ARQUEOTURIS dispõe, ainda, de um “Archaeological Excavation Tour”, neste caso pontual, no qual o visitante partilha as condições, o convívio e o trabalho com arqueólogos e estudantes de arqueologia de várias nacionalidades, numa verdadeira escavação de carácter científico. Neste Tour o visitante poderá, também, envolver-se no manuseamento dos artefactos encontrados e no seu tratamento no museu local.
Visite: http://www.arqueoturis.com/
sexta-feira, 10 de abril de 2009
O Mundo num Clic
O princípio é simples: no écran aparece uma pergunta. “O que estás a fazer?”. Através de respostas curtas podemos seguir e ser seguidos por, virtualmente, todo o mundo, independentemente do lugar do planeta onde estamos.
Há poucos dias, a actriz Demi Moore estava no sul de França com o marido, Ashton Kutcher, e recebeu uma mensagem no computador, via-twitter, de uma seguidora que ameaçava suicidar-se. Rapidamente se descobriu que a mensagem tinha sido escrita por uma mulher de 48 anos, que estava em San José, na Califórnia. A polícia chegou a tempo de levar a potencial suicida ao psiquiatra. Hoje, a Nasa anunciou que o astronauta Mike Massimino vai utilizar o Twitter a bordo do vaivém Atlantis.
A viagem espacial começará dia 12 de Maio, e o objectivo final será a reparação e manutenção do Telescópio Espacial Hubble – será tudo micro-narrado, por assim dizer, nos computadores de todo o mundo.
Ainda recentemente um jornalista português se queixou de ter ido almoçar com um amigo, e quando chegou à redacção já toda a gente sabia, porque algum vizinho no restaurante estava a “twittar” (perdoem-me se o neologismo for errado, mas sou um leigo na matéria). São apenas 3 exemplos de como as mensagens curtas do Twitter, de 140 caracteres, estão na moda, e ameaçam dar mais uma machadada no conceito ocidental de privacidade. Recentemente, o Twitter foi avaliado em 250 milhões de dólares, e ainda recentemente os proprietários recusaram uma oferta de 500 milhões feita pelo Facebook, outra gigantesca rede social na Internet.
Só que agora entrou em campo o Google. O gigante mundial e os fundadores do Twitter, Evan Williams e Biz Stone, estão em negociações e o “negócio pode estar concluído muito em breve”. O que leva a mais lucrativa empresa da Internet a perder a cabeça pelo Twitter? “Podemos estar perante a melhor forma de actualizar em tempo real bases de dados e motores de busca na Internet”.
Como dizia o professor César das Neves, “não há almoços grátis”.
By Carlos Rodrigues - Subdirector de Informação
terça-feira, 7 de abril de 2009
Polis
Sendo que a Grécia antiga estava dividida num considerável número de pequenos estados independentes, alguns muito reduzidos quanto ao território e à população.
A esse estado autómano e autárcico chamavam os gregos de Polis, que de um modo geral aparece traduzido por Cidade-Estado ou também apenas por Cidade. Contudo à que ter em atenção de que a Polis não se refere apenas ao estado, ou à cidade no conceito moderno desta, a Polis eram sobretudo os cidadãos.
A polis era o concreto dos cidadãos, no seu conjunto e não o estado como entidade jurídica abstracta.
Para os gregos o que interessava eram os cidadãos, uma vez que eram eles a essência da polis e não o aglomerado urbanístico. Pelas palavras de Tucídes podemos ver claramente qual o conceito de polis. «É que a polis são os cidadãos e não as muralhas nem os barcos viúvos de homens.»
O aglomerado urbano e o território apareciam apenas como o local em que os homens construíram uma comunidade de hábitos, normas e crenças. Daí admitir-se que a polis seja transferível para outro sítio.
A polis englobava a vida política e a vida económica e não se concebia desligada da religião. Hoje acredita-se na laicização do estado, ou seja na separação do poder político da religião, mas na Grécia antiga tal ideia era impensável, pois eles consideravam a religião parte integrante e nuclear da polis e as cerimónias e actos de culto eram funções da alçada dos governantes.
Se os gregos adoravam um vastíssimo leque de entidades divinas cada polis prestava um culto privado à sua divindade Políade, a divindade que protegia a polis. A mais conhecida é a de Atenas, cuja deusa protectora era Atenas.
Baseando-se a polis na aceitação absoluta da lei e de uma administração despersonalizada, o grego tinha por seu único soberano a lei, por ela devia reger-se a polis e cada um o seu comportamento. Mesmo os governantes e sobretudo eles, deviam obedecer á lei, lei e poder que vêm da participação dos cidadãos, sendo nestes que reside a polis.
A tirania era o regime em que os “bárbaros” viviam. Por isso se forma a oposição entre o sistema da polis dos Helenos, que tinha por único soberano a lei, e o dos não gregos, povos subjugados a um soberano que sobre eles tinha poder absoluto.
A liberdade significava para os gregos o reinado da liberdade e a participação no processo de tomada de decisões. Desde que nasce, o habitante habitua-se ao modo de vida da polis, às suas leis e costumes, às normas que regulam os actos mais triviais, às cerimónias religiosas e crenças. Deste modo a polis educa o cidadão e modela-o.
A polis era, portanto, uma entidade activa, formativa, que exercitava o espírito e formava o carácter dos cidadãos. Constituía uma preparação para a aretê – excelência ou virtude –, função de que o Estado moderno se desliga quase por completo. Daí que se entenda a afirmação de que descrever a polis é descrever a vida total dos gregos.
Embora o modelo de polis fosse mais ou menos semelhante existiam diferenças substanciais de polis para polis. Todas as poleis surgem com um núcleo comum de instituições, com funções idênticas de início em todas elas que se manterão ao longo dos tempos mais ou menos modificadas até ao declínio do sistema, na Segunda metade do século IV a.C. Sendo essas instituições a Assembleia do Povo, o Conselho e os Magistrados.
Estes vários órgãos podem tomar nomes diferentes consoante a polis. Em Atenas e Esparta, respectivamente tínhamos para a Assembleia, Ecclesia e Apela; para o Conselho, Areópago e Gerusia; para os Magistrados, Arcontes e Éforos.
Aos órgãos institucionais tinham acesso e neles participavam activamente apenas os cidadãos, sempre uma parcela reduzida da totalidade dos habitantes.
A população de uma polis era constituída por pessoas livres e não livres. Eram livres os cidadãos, as mulheres, e os estrangeiros com autorização de residência, vulgarmente conhecidos por metecos, embora livres não gozavam dos direitos de cidadão, bem como as mulheres. Os não livres eram os escravos mercadoria e os servos, que eram obrigados a trabalhar a terra de outrem e entregar uma parte do produto. De acordo com o estatuto estavam numa situação melhor que os escravos.
Em termos de número os cidadãos eram em número inferior, cerca de quinze por cento da população total, portanto uma minoria, tanto nas oligarquias como nas democracias.
sábado, 4 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Acabou a Guerra ao Terrorismo
sexta-feira, 20 de março de 2009
TOP 30
terça-feira, 17 de março de 2009
Libertação feminina
Esse ícone da imprensa escrita mundial, que é o "L'Osservatore Romano" (o periódico oficial do Vaticano), continua a surpreender o mundo com algumas das suas “contemporaneidades”. A autora do artigo, A Máquina de lavar e a libertação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe, questiona qual o facto que no século XX, mais fez pela liberdade das mulheres ocidentais? «o debate é acalorado. Alguns dizem que a pílula, alguns dizem que o direito ao aborto, e alguns [dizem que] o direito a trabalhar fora de casa. Alguns, porém, ousam ir além: a máquina de lavar.»
Do alto da sua convicção dá como exemplo: o facto da mulher pode tomar um “capuccino” com as amigas enquanto a roupa é lavada.
No entanto, não satisfeita, e numa vertigem de rara “inteligência”, vai mais longe e, já em apoteose, cita as palavras da feminista americana Betty Friedan, que, em 1963, ou seja, há cerca de 45 anos, terá escrito um dia: «o momento sublime (de uma mulher) é o poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só».
Perdoa-lhes Senhor que eles (ou ela), neste caso, não sabem o que dizem.
Simplex ou talvez não
Nesta “aventura do quotidiano” que tem sido a constituição do pioneiro e empreendedor projecto ARQUEOTURIS, temo-nos deparado com as mais inusitadas e “originais” situações.Neste momento de reconversão económica mundial, em Portugal, apesar de todas as políticas governamentais direccionadas para a simplificação (vulgo SIMPLEX) das burocracias, desde sempre institucionalizadas, os verdadeiros executores, dessas políticas, ou seja, alguns funcionários das instituições, tendem a permanecer agarrados a um passado onde quem tende a mandar e desmandar, são eles e não os governantes eleitos por sufrágio universal.
Ontem foi o dia de juntarmos a nossas parcas economias e constituirmos o capital social da empresa, na instituição bancária que, no actual panorama nacional, melhores condições nos ofereceu para ser merecedora da nossa confiança.
Qual não foi a nossa surpresa quando, na instituição bancária estatal onde estavam as ditas parcas economias, nos foram levantados os mais inusitados e “originais” argumentos, na tentativa de nos impossibilitarem o levantamento dos NOSSOS… €uritos.
Após quase duas horas… sim… duas horas de argumentação e contra-argumentação, lá conseguimos que nos fosse entregue a verba que pretendíamos levantar das NOSSAS contas bancárias.
Não satisfeitos com a postura até então patenteada, o “solicito” funcionário, e com a dependência bancária apinhada de clientes, e tratando-se de uma quantia avultada, expos em cima do balcão, bem há vista e perante todos os presentes, a verba que estávamos a levantar.
Talvez para sorte nossa, a instituição bancária por nós escolhida, para a ARQUEOTURIS, não distava mais do que 10 metros.
Pois… são estes, alguns, dos eficientes funcionários das instituições que gravitam cá no burgo. E, depois ainda existem os que, teimosamente, culpam os governantes de tudo.
PS: Já o balcão da Empresa na Hora, fez-nos lembrar a eficácia de uma equipe de fórmula 1.
segunda-feira, 16 de março de 2009
sexta-feira, 13 de março de 2009
Desemprego e futuro
Após uma leitura atenta da actual conjuntura, derivada de uma estrutura à muito decadente, é minha convicção que após a actual reconversão económica mundial, nada voltará a ser como antes.Sabendo-se dos efeitos negativos, tanto para o individuo em particular, como para a sociedade no geral, que o desemprego provoca e que na maioria dos casos, os postos de trabalho que actualmente se vão extinguindo dificilmente voltarão a existir.
Apresentamos como principal proposta de combate ao flagelo do desemprego, que todos os recebedores de apoios à situação de desempregados, sejam eles, subsidio de desemprego e/ou rendimento social de inserção, sem excepção, sejam frequentadores, durante o tempo que usufruem do subsidio, de cursos de formação, não para uma qualquer profissão ou para aperfeiçoamento da antiga, mas cursos direccionados para as reais necessidades dos mercados de trabalho onde se inserem.
Esses cursos poderiam, inclusive, ser fomentados pelas empresas empregadoras, serviriam ainda, como alavanca financeira para a manutenção e reestruturação dessas mesmas empresas.
Exemplos? O meu exemplo e o da minha esposa.
Está aberto o debate, aceitamos todo o tipo de propostas, que prometemos expor aqui no blog.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Simples coincidência
Tenho por mau hábito, assistir aos noticiários televisivos enquanto usufruo das refeições diárias (vicio advindo desta modernidade tardia), e começo a ficar convicto de que mais dia, menos dia, ainda me vou dar mal, ou seja, um dia destes ainda me dá uma “coisinha feia” e vou desta para melhor enquanto usufruto de um dos pecados capitais, neste caso da gula.Apesar de “burro velho” e por demais habituado às “originalidades” de alguns factos, do quotidiano, da sociedade portuguesa, ainda me consigo surpreender com o que vai acontecendo cá no burgo.
Vem isto a propósito da notícia vinculada pelo órgão de comunicação em que me encontrava sintonizado, que enfatizava o facto de um Centro da Segurança Social (organismo público de apoio aos utentes), se encontrar encerrado pelo facto de todos os funcionários, neste caso públicos, se encontrarem de baixa médica por doença.
No entanto, e estando longe de mim qualquer suspeita sobre a idoneidade dos funcionários em questão, espero contudo que o dito, organismo público, seja tão célere com os seus funcionários como é com a restante população, quanto à confirmação da veracidade das ditas doenças.
Massacres em escolas no ocidente
“O fenómeno de atiradores que disparam aleatoriamente foi estudado pela primeira vez por pesquisadores do sudeste asiático, que voltaram a atenção pela primeira vez para jovens do sexo masculino, cujo comportamento psíquico causava estranheza e era caracterizado por imprevisibilidade, agressão gratuita e absoluta predisposição à violência. Característico deste tipo de comportamento é o facto de o atirador ferir e até matar várias pessoas, em princípio sem motivo aparente.A violência é cometida de súbito, embora o acto em si costume ser anunciado com grande antecedência. Em muitos casos, os atiradores preparam-se longamente, encenam com minúcia o acto de violência e aceitam pagar com o preço da própria morte. Entre os factores que desencadeiam tal fenómeno estão: exclusão social e rejeição, desemprego ou transferência forçada.
Muitos desses atiradores sentem-se ressentidos, humilhados ou rechaçados. As agressões vão se acumulando gradualmente durante um longo espaço de tempo. Antes de cometerem o acto de violência, os atiradores costumam desenvolver fantasias permeadas por violência, sem estarem em condições de elaborar ressentimentos ou resolver conflitos. Aparentemente, parecem jovens ajustados, cujo comportamento não levanta suspeitas. Com o acto de violência querem chamar a atenção para si mesmos, afirmam psicólogos que estudam o fenómeno.
Isso tudo não explica, porém, que o número de casos de atiradores tenha aumentado sensivelmente nas escolas dos países ocidentais. Disparar uma arma de fogo mesmo na escola tornou-se uma forma específica de violência injustificada. Os atiradores costumam escolher as suas vítimas a dedo, e praticamente executam-nas. Por vezes existem "listas da morte".
Especialistas alertam para o facto de que os relatos nos mídia a respeito dos school shootings (tiroteios em escolas) atraírem a atenção internacional, fazendo com que surja uma espécie de efeito de imitação do facto.
Hoje, psicólogos defendem a criação de instituições de "vigilância da internet" dentro da polícia e no âmbito de equipas de crise nas escolas. Essas equipas, segundo os especialistas, deveriam registar comportamentos estranhos entre os alunos, como, por exemplo, se disponibilizam na internet vídeos de incitação à violência ou se posam armados para fotografias.
Há vozes críticas que alertam para o perigo de que se comece a estigmatizar qualquer comportamento incomum de jovens, simples desvios que não devem ser automaticamente interpretados como o anúncio de um ato de violência”.
domingo, 8 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
O tamanho importa? Claro que não, desde que trabalhe.
O empreendedorismo e pioneirismo dos portugueses de quando em vez, dá cartas e mostra ao mundo o seu engenho.Portugal prepara-se para inaugurar a primeira unidade de vermicompostagem do mundo para resíduos indiferenciados. Ou seja, milhões de animais anelídeos da classe Oligochaeta e da ordem Haplotaxida, dão o exemplo nesta época de crise e comprometem-se a trabalhar dia e noite em prol da população, tratando cerca de 1500 toneladas de lixos urbanos por ano.
Falamos da minhoca portuguesa, esse pequeno (a partir de agora grande) ser, para muitos, repugnante, que pesa entre um e dois gramas e tem um tempo médio de vida de cerca de oito anos.
Convém, ainda, sublinhar que após cerca de vinte anos, em Portugal, de dedicação à "cultura da minhoca" para outros fins menos empreendedores, como o tratamento de estercos de vacarias ou lamas de suiniculturas, um dos responsáveis da empresa portuguesa responsável pela nova tecnologia, em declarações à comunicação social foi peremptório: «Agora decidimos fazer uma experiência radical. Depois de dois anos de investigação pusemos as minhocas a tratar de todo o lixo".
terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Archaeological Tours: O Produto Arqueoturístico
No que concerne ao Turismo Cultural, é definido como todo o turismo em que o principal atractivo não seja a natureza, mas em algum e/ou alguns aspectos da cultura humana como sejam: a história, o quotidiano, o artesanato (Barreto, 2000). Essa característica faz com que o Turismo Cultural apresente segmentações, desdobrando-se em tantos outros títulos como: antropológico, religioso, arqueológico, entre outros (Beni, 2003).
De entre estes segmentos destaca-se o Turismo Arqueológico, também designado de Arqueoturismo.
O Turismo Arqueológico ou Arqueoturismo, “consiste no processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos onde se encontram os vestígios remanescentes de antigas sociedades, sejam elas pré-históricas e/ou históricas passíveis de visitação terrestre ou aquática” (Manzato, 2005). Estas considerações demonstram que o Turismo Arqueológico pode desempenhar funções relevantes para a sociedade e portanto merece uma atenção especial.
Um sítio pode ser Pré-Histórico e Histórico ao mesmo tempo, isto acontece em função da ocupação de determinado local por sucessivos e distintos períodos. Caso tenha sido ocupado somente em um determinado momento, é considerado Pré-Histórico ou Histórico.
As visitas turísticas a um sítio acontecem posteriormente à sua escavação ou concomitantemente a ela. Por um lado, onde o visitante tem acesso somente a uma das partes já escavadas, por outro lado, o visitante além de observar a escavação pode interagir com a mesma, principalmente por meio de mini-cursos ou estágios.
Existem Sítios Arqueoturísticos disponíveis para visita e estes têm o poder de atrair visitantes. Obviamente que o que interessa não é apenas atrair um grande número de visitantes, mas sim, uma quantidade de pessoas compatíveis com o espaço dos sítios e coerentes com a fragilidade dos atractivos.
O excesso de pessoas e a inadequação interpretativa comprometem o Turismo Arqueológico. Ou seja, o excesso de pessoas e a inadequação interpretativa, pode gerar resultados negativos ao turista, pois impossibilitam-no não só de conhecer, como de interagir com o atractivo.
Ou seja, a interpretação de um produto arqueológico está directamente relacionada com o seu consumo, ressaltando que o consumidor desse produto (o turista) adquire o direito de usufruir do mesmo por meio de uma “experiência vivencial” e que o resultado deste consumo constitui-se em aprimoramento cultural, recordações e fotografias. Isso acontece porque o produto turístico, em causa, não é um bem móvel., mas de um “bem de consumo abstracto que não pode ser avaliado de acordo com o seu tamanho, peso, formato ou cor”. Portanto, o consumidor o que recebe “é uma representação imaginária do que o produto pode proporcionar”.
Em suma, a interpretação dos produtos arqueoturísticos é imprescindível, visto que ela é antes de tudo, um instrumento de comunicação com o visitante. A interpretação visa informar sobre as características e particularidades dos atractivos através da mensagem apropriada e inteligível. Interpretar não é simplesmente informar, mas sim “revelar significados”, provocar emoções, estimular curiosidade, entreter e inspirar novas atitudes nos visitantes e proporcionar experiencias inesquecíveis. Isto é, o objectivo da interpretação é “comunicar o significado do lugar de forma interessante e efectiva, contribuir com a satisfação das necessidades dos visitantes”.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Tendemos a continuar um país que não se governa...
Tal como dizia o poeta “Eles não sabem, nem sonham… que o sonho comanda a vida… que sempre que um homem sonha… o mundo pula e avança… como bola colorida… entre as mãos de uma criança”. A nossa equipa ousou sonhar e, o seu sonho, faz hoje parte da rede de sonhos, empreendedores, de outros homens e mulheres.
De Portugal, continuamos a aguardar, excepção feita às entidades estatais e sobre as quais recaem responsabilidades sociais e políticas, das quais temos recebido os apoios solicitados.
Das entidades difusoras de ensino (instituições e/ou grupos docentes), pertenças de grupos, que vivem fechados em universos de crenças e credos, por um lado, discípulos e/ou devotos de determinada (s) doutrina (s), a cujas consciências, impõem-se princípios, tais como: utilitarismo, segurança, conforto e status, por outro lado, … o silêncio. Excepção feita à equipa de arqueólogos de Castanheiro do Vento (Prof. Vitor Jorge Oliveira e Dra. Ana Vale), que desde a primeira hora, se disponibilizou e tem reiterado a sua colaboração com o Projecto Archeological Tours – ArqueoTuris.
Das entidades particulares (fornecedores, prestadores de serviços, etc.) … idem, quanto ao silêncio.
É, no entanto, do exterior, do mesmo lugar que segundo reza a nossa história “não vêm bons ventos, nem bons casamentos” que nos surge a primeira aposta séria (além da nossa é claro) no nosso projecto. Ou seja, desde ontem (23/2), somos parte integrante do Proyecto Guia de Turismo Arqueologico da Fundació Bosch Gimpera - Universitat de Barcelona.
Portugal tende a não ter emenda. Protagonistas de uma história prodigiosa em certos aspectos, teima-mos, contudo, em provar que um tal general romano tinha razão. Se tivermos em linha de conta, as notícias do que «agrada» ou «alarma», «estarrece» ou «entusiasma», mas sempre à espera que os outros façam por nós, temos de chegar à conclusão de que somos, de facto, um povo estranho. Muito estranho mesmo...
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Prémio Sociologia e Antropologia para Principiantes
A todos os blogs contactados.O nosso blog decidiu atribuir-vos o prémio "Este bolg tem o seu quê de especial".
Este prémio é intransmissível e só pode ser atribuído pelo blog, "Sociologia e Antropologia para Principiantes", pelo que não o poderão passar a ninguém.
Agradecemos apenas que exista um link para o nosso blog.
Deve ser levantado somente pelos Blogs contactados.
Parabéns pelo vosso contributo à blogosfera.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Só o amor importa
Todos temos o nosso anjo, só que por vezes andamos demasiado ocupados e/ou distraídos e não o percepcionamos. O nosso anjo é o amor… o verdadeiro!Quantos de nós se apercebeu do verdadeiro amor, da sua alma gémea? Daquele amor que viaja através dos tempos e das profundezas das dimensões celestiais para estar de novo connosco? Poucos… só mesmo os iluminados, porque todos os outros… os adormecidos, não têm essa percepção.
Eles estão diferentes, mas o nosso coração reconhece-os. Estamos unidos pela eternidade e com eles nunca estamos sós, pois tanto na amizade como no amor, os pensamentos, os desejos, os sonhos, nascem sempre sem palavras e partilham-se numa alegria silenciosa.
O estômago revira-se, os braços ficam arrepiados e as pernas trémulas.
Foi com ele que nadámos nos rios banhados pelo luar da Mesopotâmia, cavalgámos as primitivas estepes da Ásia Central ou vivemos e desenhámos nas cavernas no Paleolítico.
Junto deles nenhuma erupção vulcânica iguala a energia libertada pela nossa paixão.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Seca (Lake Hume / Austrália)
Árvores outrora submersas são reveladas pela queda do nível das águas causada por uma década de seca.
























.jpg)














